Varejo opera misto, mesmo com o recuo dos juros futuros
As ações do setor varejista operam em direções divergentes, apesar da baixa dos juros futuros, que só sobem na ponta mais curta.
Nesta manhã, o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), mostrou baixa de 1,7% em novembro, apesar da alta de 2,1% do faturamento. A inflação foi o principal fator apontado pelo levantamento.
Já a FecomercioSP espera que o varejo paulista feche 2025 com crescimento de 5% em relação ao ano anterior
Essa porcentual é, porém, menor do que os 9,3% de crescimento em 2024 ante 2023.
Há pouco, C&A registrava queda de 1,75% (R$ 14,01); Azzas avançava 0,19% (R$ 25,72); Natura recuava 2,72% (R$ 7,86).
Lojas Renner tinha alta de 3,67% (R$ 14,39) e Magazine Luiza subia 1,33% (R$ 10,65).
Bitcoin: isenção para mineradoras no Brasil e fuga recorde dos ETFs
Bitcoin (BTC) – variação 24h +0,35%
Ethereum (ETH) – variação 24h: +2,48%
Tether (USDT) – variação 24h -0,01
BNB (BNB) – variação 24h: -0,03%
XRP (XRP) – variação 24h: +1,27%
BNB – variação 24h: +1.02%
USDC – variação 24h: 0,00%
Solana (SOL) – variação 24h: +2,98%
TRON (TRX) – variação 24h: +0,04%
Dogecoin (DOGE) – variação 24h: +2,41%
Cardano (ADA) – variação 24h: +3,09%
Atualização de 08/12/25 às 12h31 – Fonte: [investing.com]
Principais notícias e indicadores
- Brasil zera imposto de importação para mineradoras de Bitcoin até 2027: O GECEX (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior), ligado à Presidência, anunciou imposto zero para equipamentos de mineração de Bitcoin. A medida abrange servidores que utilizam o algoritmo SHA256 e apresentam alta eficiência energética (igual ou menor a 32 J/TH). A isenção fiscal, concedida via ex-tarifário, vigora até 30 de novembro de 2027 e inclui estações de armazenagem e resfriamento de 200 servidores ou mais. O objetivo é incentivar a expansão da atividade de mineração no Brasil.
- ETFs de Bitcoin alcançam maior fluxo de saída em duas semanas (US$ 194,6 mi): Os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram uma saída líquida de US$ 194,6 milhões na quinta-feira (4), o maior fluxo negativo em duas semanas. O IBIT da BlackRock liderou as saídas (US$ 112,9 milhões), seguido pelo **FBTC da Fidelity (US$ 54,2 milhões). Analistas atribuem o movimento ao fechamento de operações de derivativos devido à alta volatilidade e à compressão dos spreads de futuros. No acumulado da semana (a partir de 01/12), os fundos de Bitcoin registraram US$ 136 milhões em saídas líquidas.
Principais bancos dos EUA oferecem serviços de criptomoedas: Michael Saylor, fundador da Strategy, afirmou que oito dos dez principais bancos dos EUA estão envolvidos em serviços cripto, como custódia e empréstimos. Ele citou que grandes instituições como Schwab e Citi Bank estão seguindo o caminho para custodiar Bitcoin e conceder crédito com criptoativos como colateral. Saylor, cuja empresa detém 650.000 BTC, enfatizou que o setor financeiro tradicional mudou radicalmente de uma visão hostil para positiva sobre o Bitcoin.
- Bitcoin pode ter “repique de alívio” após desalavancagem extrema: Analistas da Bitfinex veem sinais de que o Bitcoin pode estender sua recuperação após o ganho diário de 8% na quarta-feira (chegando a US$ 94.000). A combinação de “desalavancagem extrema” e sinais de exaustão dos vendedores criou condições para estabilização e um “repique de alívio”. O mercado opera com uma “base de alavancagem mais enxuta”, o que reduz a probabilidade de liquidações repentinas.
Resumo do mercado
O mercado cripto opera com sinais de estabilização, com o Bitcoin (BTC) apresentando um “repique de alívio” e o mercado de alavancagem se tornando mais “enxuto”. No entanto, a demanda institucional segue fraca, com os ETFs de BTC registrando a maior saída em duas semanas (US$ 194,6 milhões na quinta-feira), liderada pelo IBIT da BlackRock.
Em contraste, o Brasil sinaliza forte apoio ao setor: o Governo Lula zerou o imposto de importação para equipamentos de mineração de Bitcoin até 2027 (para hardwares mais eficientes). Paralelamente, Michael Saylor destacou a crescente adoção institucional nos EUA, afirmando que 8 dos 10 maiores bancos agora oferecem serviços de criptomoedas, indicando uma mudança radical na postura do TradFi.
Giro das 12: Bolsa e dólar corrigem perdas com cenário político conturbado
O Ibovespa está operando em alta de 0,65% neste momento, aos 158.384,72, pontos.
O índice parte das perdas observadas na última sexta-feira, quando o cenário político conturbou totalmente o mercado financeiro.
Investidores corrigem o estresse do anúncio feito por Flávio Bolsonaro de que seria ele o candidato do PL à presidência da República.
No final de semana fez movimentos díspares, ora dizendo que poderia desistir, mas com um ‘preço a ser pago’, ora dizendo que não haveria volta no seu anúncio.
De qualquer forma, o mercado descredibilizou as declarações e tratou de recuperar a perda.
O dólar também cai 0,50%, aos R$ 5,4050, corrigindo igualmente a alta observada na sexta-feira.
Além do ambiente político, há também o cenário macroeconômico com a super quarta chegando.
O Fed deverá confirmar novo corte de juros, em 25 pontos-base, ainda que a decisão não seja unânime.
O corte já é maioria nas apostas do CME e os juros futuros também recuam exercendo o mesmo movimento de ajustes.
Amanhã, o relatório Jolts de outubro que irá detalhar a dinâmica do mercado de trabalho dos EUA.