Petroleiras lideram as baixas do Ibovespa com o recuo do petróleo
As ações das petroleiras lideram as baixas do Ibovespa nesta tarde, acompanhando o recuo dos contratos futuros da commodity.
Petrobras ON registra o pior desempenho do índice, recuando 4,95% (R$ 52,24), seguida por Petrobras PN, que perde 4,04% (R$ 47,77).
A seguir, Prio cede 3,53% (R$ 64,44) e Brava tem baixa de 2,68% (R$ 20,68).
Petrorecôncavo cai menos: 1,30% (R$ 13,67). O contrato do Brent cai mais de 4,25% e o WTI recua quase 7%.
Bolsas europeias fecham em alta, atingindo máxima de seis semanas, com otimismo sobre guerra
O índice Stoxx 50 subiu 1,34%, atingindo a máxima em seis semanas, com o otimismo dos investidores sobre negociações dos EUA com o Irã.
O índice Stoxx 600 ganhou 0,95% (619,74), atingindo a máxima em seis semanas, impulsionado pelos ganhos da Novo Nordisk, que subiu 3,27% após anunciar uma parceria com a OpenAI com o objetivo de acelerar a descoberta de medicamentos por meio de análises baseadas em IA e cronogramas de desenvolvimento mais rápidos.
As ações da Shell caíram 2,75%, com a queda dos preços do petróleo, apesar das tensões e do bloqueio em curso.
Na Europa, as atenções agora se voltam para os próximos resultados financeiros da ASML e da Hermès.
No fechamento: Londres +0,24%; Frankfurt +1,25%; Paris +1,13%.
Giro das 12h: Ibovespa faz novo recorde com expectativa de paz no Oriente Médio
O Ibovespa fez novo recorde histórico a 199 mil pontos (199.354,81 na máxima) com o aumento das expectativas de uma resolução para a guerra no Oriente Médio.
EUA e Irã devem retomar conversas em Islamabad esta semana e a notícia derruba os preços do petróleo, aliviando temores de estagflação e aperto monetário.
O índice sobe agora a 198.421,57 (+0,21%) com apoio de bancos (Itaú +1,92%; Bradesco PN +0,97%), que compensam queda de Petrobras (ON -4,29%; PN -3,48%), enquanto Vale ganha +0,86%.
O otimismo com o fim da guerra também sustenta alta das bolsas norte-americanas (Dow Jones +0,60%; S&P 500 +0,77% e Nasdaq +1,23%).
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, observou que a decisão está nas mãos do Irã.
JPMorgan (-0,35%) e Wells Fargo (-5,09%) caem após balanços; enquanto BlackRock (+4,48%) e Citigroup (+1,79%) sobem com resultados.
O FMI revisou para baixo previsão de crescimento global para 2026 (3,1%) e manteve perspectiva para 2027 em 3,2%.
O dólar cai de forma generalizada com menor aversão ao risco.
Aqui, a moeda perde 0,36%, a R$ 4,9788, e os juros caem à exceção da ponta mais longa, que se estabiliza com viés de alta.
O DXY caiu para 97,973 pontos (-0,40%), atingindo seu nível mais baixo desde o final de fevereiro.
No âmbito dos dados econômicos, o PPI dos EUA ficou abaixo das previsões e os dados de Serviços no Brasil vieram mais fracos.