Vai rolar: Última superquarta do ano e IPCA são destaques; Powell fala após decisão do Fed

[10/12/25] Com esperança renovada de ter Tarcísio na disputa pelo Planalto, após a aprovação da Dosimetria na calada da noite, o mercado acompanha hoje as reuniões do Fed (16h) e do Copom (18h30). Nos Estados Unidos, as chances de um corte de 25 pontos-base do juro são projetadas em 89% no CME Group, enquanto aqui a Selic deve ser mantida em 15%.

Nos dois casos, a expectativa é pelos comunicados, que podem sinalizar as decisões para 2026. Na entrevista (16h30), Powell deve tentar equilibrar o Comitê dividido. Já o BC deve manter o tom de cautela, alinhado às últimas comunicações. Na agenda, destaque para o IPCA de novembro (9h), que ainda pode ajustar algumas apostas para janeiro. (Rosa Riscala)

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores
▪️ 09h00 – IBGE: IPCA de novembro
▪️ 10h30 – EUA: Índice de Custo de Emprego do 3TRI
▪️ 11h45 – Canadá: BC divulga decisão de política monetária
▪️ 12h30 – EUA/DoE: Estoques semanais de petróleo
▪️ 14h30 – BC: Fluxo cambial semanal
▪️ 16h00 – EUA: Fed divulga decisão de política monetária
▪️ 18h30 – BC: Decisão de política monetária do Copom

Eventos
▪️ CCJ do Senado deve votar PL Antifacção
▪️ STF julga ações que discutem Marco Temporal
▪️ 07h55 – Lagarde (BCE) participa de conversa sobre o euro
▪️ 10h00 – Lula participa de cerimônia do Novo PAC
▪️ 16h30 – EUA/Fed: Jerome Powell participa de coletiva de

Fechamento: Ibovespa tem final de sessão volátil com votação da Dosimetria no radar

A bolsa brasileira passou por uma nova sessão de volatilidade nesta terça-feira. O mercado passou boa parte do pregão em forte queda, com a declaração de que a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência seria “irreversível”. Mas recuperou e chegou a virar para o positivo após o presidente da Câmara, Hugo Motta, pautar a Dosimetria para votação hoje. Apesar disso, a bolsa voltou a perder ritmo nos últimos minutos da sessão.

O Ibovespa fechou em leve queda de 0,13%, aos 157.981,13 pontos, com volume de R$ 25 bilhões.

Entre as blue chips, Petrobras ON (+0,63%, a R$ 33,49) e PN (+0,63%, a R$ 31,86) fecharam outra vez na contramão do petróleo e evitaram perdas maiores no índice. Vale registrou leve ganho de 0,06%, a R$ 69,78.

O dólar à vista fechou em alta moderada de 0,28%, a R$ 5,4359, com investidores reagindo a reviravoltas no cenário eleitoral de 2026 ao longo do dia.

Em NY, também em uma sessão volátil, as bolsas terminaram sem direção única, na véspera da decisão do Fed, já precificada como redução das taxas de juros.

Dow Jones caiu 0,38% (47.560,29). S&P500 recuou 0,09% (6.840,51). Nasdaq subiu 0,13% (23.576,49). Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,13% | 157.981,13 pts

▫️ DOW JONES: -0,38% | 47.560,29 pts

▫️ S&P500: -0,09% | 6.840,51pts

▫️ NASDAQ: +0,13% | 23.576,49 pts

▫️ DÓLAR: +0,28% | R$ 5,4359

▫️ EURO: +0,05% | R$ 6,3244

▫️ BITCOIN: +1,90% | US$ 93.140,00

Juros futuros fecham mistos na véspera do Copom e do Fed, em mais um dia turbulento em Brasília

Os juros futuros terminaram mistos nesta terça-feira, com os vencimentos curtos encerrando perto da estabilidade na véspera da decisão do Copom, enquanto os longos acompanharam o avanço do dólar e do rendimento dos Treasuries.

Lá fora, as taxas subiram nesta véspera de reunião do Fed, após o relatório Jolts vir mais forte que o esperado.

Aqui, o mercado acompanhou de perto a turbulência política em Brasília, com Flávio Bolsonaro reiterando que sua candidatura é irreversível, e com a decisão inesperada de Hugo Motta de pautar o projeto da dosimetria.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,760% (de 13,754% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,190% (13,143%); Jan/31 a 13,465% (13,393%); e Jan/33 a 13,585% (13,501%).