Bolsas europeias fecham sem direção única, com Fed no radar
As principais bolsas europeias terminaram a 4ªF sem direção única, com a atenção dos investidores inteiramente voltadas para o comunicado e as falas do presidente do Fed, Jerome Powell.
Ele se pronuncia hoje à tarde, após reunião que deve anunciar um novo corte de juros de 25 bps nos juros americanos.
Pela manhã, Christine Lagarde afirmou que o BCE pode elevar novamente as projeções de crescimento da zona do euro.
Segundo ela, a autoridade monetária deve “focar na inflação e levar a economia em consideração” no processo de calibragem das taxas.
O mercado monitora também as tensões geopolíticas na região.
Segundo fontes da Bloomberg, Trump tem conversado por telefone com Keir Starmer (primeiro-ministro britânico), Friedrich Merz (chanceler alemão) e Emmanuel Macron (presidente francês) sobre as negociações de paz na Ucrânia.
O país, juntamente com os aliados europeus, se prepara para enviar aos EUA propostas revisadas para um possível acordo de cessar-fogo para a guerra com a Rússia.
No fechamento: Londres +0,14%; Frankfurt -0,13%; Paris -0,37%; Stoxx 600 estável aos 577,78 pontos.
Giro das 12h: Ibovespa sobe após IPCA e cena política, à espera do Copom
O Ibovespa mostrou grande volatilidade nesta manhã e, há pouco, operava com leve alta de 0,25%, aos 158.422,93 pontos, em dia de decisões sobre a política monetária no Brasil e nos EUA.
Enquanto aguarda a decisão do Copom no fim da tarde, que deve manter a Selic em 15% ao ano, os investidores seguem atentos à temperatura em Brasília, após o avanço do PL da Dosimetria.
Isso pode eventualmente colocar Tarcísio de Freitas no páreo eleitoral em 2026, apesar das sucessivas negativas do governador em concorrer e de Flávio Bolsonaro garantir que sua pré-candidatura é “irreversível”.
Mais cedo, o IPCA de novembro revelou alta de 0,18%, abaixo das previsões (+0,20%). Os juros futuros avançam, enquanto o dólar sobe (+0,47% há pouco, a R$ 5,4619).
Em NY, as bolsas operavam mistas perto da estabilidade (Dow Jones +0,07%; S&P500 +0,02%; Nasdaq -0,41%), com as apostas unânimes em uma nova redução de 25 bps nos juros americanos.
Existe grande expectativa quanto ao comunicado do BC dos EUA e a entrevista coletiva do presidente Jerome Powell, que pode ajustar as apostas para 2026.
Abertura: Dólar à vista e juros futuros avançam, de olho em cena política, à espera do Copom
O dólar à vista negociava em alta (+0,35% há pouco, a R$ 5,4450) neste início de sessão.
Durante a madrugada, a Câmara aprovou o Projeto de Lei da dosimetria e o texto segue para o Senado, devendo ser votado ainda este ano.
Na prática, a ação reduz a pena para os condenados pelo 8 de janeiro.
A leitura do mercado é de que, com a manobra, os partidos do Centrão abrem caminho para fazer um gesto em direção ao governador Tarcísio de Freitas, apesar de Flávio Bolsonaro garantir que não abre mão de concorrer ao Planalto.
Os juros futuros também avançam, com o mercado já preocupado com o cenário eleitoral em 20026, em dia de decisões sobre a política monetária aqui e nos EUA.
O Copom deve manter a Selic em 15% ao ano, enquanto se espera que o Fed reduza os juros mais uma vez, em 25 bps.
Mais cedo, o IPCA de novembro mostrou alta de 0,18%, abaixo das previsões (+0,20%), mantendo a inflação no centro da meta no acumulado de 12 meses.
Há pouco, o Ibovespa registrava alta de 0,28%, aos 158.426,45 pontos.
Em NY, os futuros das bolsas operavam em leve queda (Dow Jones -0,09%; S&P500 -0,12%; Nasdaq -0,25%), enquanto os rendimentos dos Treasuries sobem (T-note de 10 anos a 4,200%).