Petróleo desaba com expectativa de avanço nas negociações de paz entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo caíram firme nesta 3ªF, com o mercado otimista em relação a um possível acordo de paz entre EUA e Irã, enquanto as partes buscam organizar uma segunda rodada de negociações, nos próximos dias.

Para favorecer os esforços diplomáticos, Teerã cogita suspender o envio de navios pelo Estreito de Ormuz, o que também aumenta a perspectiva positiva.

Uma das propostas é que as delegações voltem a se encontrar no Paquistão, como no fim de semana, mas outros locais também estariam sendo cogitados.

Trump afirmou que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, segundo o New York Post. Enquanto isso, os EUA prosseguem com o bloqueio naval em Ormuz para restringir as exportações de petróleo iraniano, à medida que a disputa pelo controle da via navegável estratégica se intensifica.

No campo dos fundamentos, um relatório da AIE apontou que o conflito “alterou completamente as perspectivas globais para o consumo de petróleo” e que a produção global deve cair 1,5 mi de bpd neste ano, frente a 2025.

A agência prevê ainda que as entregas regulares de petróleo e gás do Oriente Médio para os mercados internacionais sejam retomadas até meados de 2026, embora abaixo dos níveis pré-guerra.

No fechamento, o contrato do Brent para junho caiu 4,59%, a US$ 94,79 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio desabou 7,87%, a US$ 91,28 por barril na Nymex.

Giro das 15h: Bolsas sobem e petróleo derrete, com investidor otimista sobre acordo entre EUA e Irã

As bolsas mantêm o viés de alta e o petróleo segue em queda livre, com investidores mantendo o otimismo sobre a nova rodada de negociações entre EUA e Irã, que deve acontecer ainda nesta semana. Além disso o PPI de março (+0,5%) abaixo do esperado (+1,2%) ajuda a afastar as preocupações com pressões inflacionárias decorrentes da guerra.

Há pouco, em NY, o Dow Jones subia 0,62%, junto com S&P500 (+1,09%) e Nasdaq (+1,87%). Por aqui, o Ibovespa tem alta modesta (+0,37%, aos 198.724 pontos), limitada pelo tombo de Petrobras ON (-4,95%) e PN (-4,02%), em linha com a queda do petróleo (Brent/junho -4,43%, a US$ 94,96; WTI/maio -7,32%, a US$ 91,83).

O dólar à vista segue em baixa (-0,17%, a R$ 4,9883), mas em menor intensidade do que a queda da divisa lá fora (DXY -0,31%, aos 98,065 pontos).

Os juros futuros também devolvem prêmios, especialmente na ponta curta (Jan/27 a 13,990%; Jan/33 a 13,420%).

Ouro sobe firme diante das quedas do dólar e do petróleo, em meio à esperança de acordo EUA-Irã

O ouro subiu firme nesta 3ª feira, recuperando-se da mínima de quase uma semana atingida na sessão de ontem.

As esperanças de uma resolução para a guerra no Irã pressionam o dólar e aliviam as preocupações com a inflação, à medida que os preços do petróleo recuam.

Há pouco, a moeda norte-americana negociava em baixa frente a pares (DXY -0,29%).

EUA e Irã buscam organizar uma segunda rodada de negociações de paz nos próximos dias.

Em meio aos esforços diplomáticos, Teerã cogita suspender o envio de navios pelo Estreito de Ormuz, para facilitar um acordo sobre data e local.

O objetivo é realizar mais discussões antes do término do cessar-fogo temporário em vigor, que acaba em 22 de abril.

Uma das propostas é retornar ao Paquistão, onde as negociações iniciais ocorreram no último fim de semana, embora outros locais estejam sendo considerados.

Hoje, Trump afirmou que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”.

Enquanto isso, os norte-americanos prosseguem com o bloqueio naval de Ormuz para restringir as exportações de petróleo da República Islâmica.

No fechamento, o contrato do metal precioso para junho avançou 1,73%, cotado a US$ 4.850,10 por onça-troy na Comex.