Varejo em outubro – Análise PicPay

Por Ariane Amanda Benedito, economista-chefe do PicPay

O volume de vendas no varejo cresceu 0,5% em outubro na sua base de comparação mensal, resultado mais que suficiente para reverter a queda de 0,3% verificada no mês anterior. Em seu conceito ampliado, que incorpora também os segmentos de vendas de veículos e motos, material de construção e alimentos e bebidas no atacado, o indicador apresentou alta de 1,1%, avançando significativamente na comparação com o mês de setembro, quando a alta fora de 0,2%.

Frente ao mesmo período do ano anterior, o volume de vendas do setor avançou 1,1%, resultado também superior ao do mês de setembro, quando a alta foi de 0,8%.No conceito ampliado, houve queda de 0,3%, devolução apenas parcial do crescimento de 1,1% verificado no mês anterior.

Em 12 meses, o setor varejista acumula expansão de 1,7% em seu volume de vendas, dinâmica relativamente surpreendente em face das expectativas para o desempenho do setor desde o início do ano, com benefícios conjunturais, especialmente ligados à inflação e mercado de trabalho, sendo responsáveis por parcela importante deste desempenho.

Especificamente no mês de outubro, o bom desempenho verificado refletiu uma dinâmica mais benigna em ambos os conceitos que compõem a PMC. No caso do varejo restrito, a alta se deu tanto nos componentes mais sensíveis à fatores conjunturais, com destaque para o subgrupo de combustíveis e lubrificantes (+1,4%), resultado em linha com as expectativas antecedentes para seu resultado haja vista a melhora em termos de preço apresentada por seus componentes, bem como os grupos com maior sensibilidade aos ciclos econômicos, cujo protagonismo ficou com o grupo de Móveis e eletrodomésticos (+1,0%), que interrompeu uma série de resultados abaixo do esperado que já durava dois meses, período no qual seu resultado variou entre estagnações e quedas.

No conceito ampliado da pesquisa, a alta verificada em outubro pode ser amplamente atribuída ao crescimento de 1,1% no volume de vendas de veículos e motos, grupo que, embora seja um dos mais afetados pelo efeito deletério da política monetária, aproveitou de características sazonais relacionadas à demanda, como a maior procura por veículos no momento da transição de modelos, para recobrar parte das perdas recentes que havia registrado.

Prospectivamente, a expectativa é majoritariamente positiva para o desempenho do setor de comércio, que contará com dois impulsos importantes em termos de consumo nos resultados dos próximos dois meses, sendo o primeiro deles relacionado à Black Friday em novembro, que deve influenciar o consumo de grande parte dos componentes da PMC em seu conceito restrito, bem como as festividades de final de ano, que além de dinamizarem a demanda de itens pertencentes à grupos como vestuário e artigos de consumo pessoal, pode se beneficiar ainda do melhor comportamento do preço dos alimentos e bebidas para elevar ainda mais o resultado do setor.

Embora o cenário aparente ser demasiadamente positivo, vale destacar que os impactos supracitados são pontuais e, por se tratarem de movimentos amplamente presentes na série histórica do setor, já são naturalmente incorporados nas projeções, de modo que as expectativas para indicadores que tomam este resultado em sua base de cálculo, como é o caso do PIB, não devem sofrer alterações muito expressivas. Nossa projeção, inclusive, continua sendo de um crescimento de 2,2% para o produto interno bruto do país ao final deste ano.

Bitcoin cai após corte do Fed

Criptomoedas com melhor desempenho nas últimas 24h

Bitcoin (BTC) – variação 24h -1,96%

Ethereum (ETH) – variação 24h: -1,96%

Tether USDt (USDT) – variação 24h +0,00%

BNB (BNB) – variação 24h: -2,89%

XRP (XRP) – variação 24h: -3,24%

SOLANA (Sol) – variação 24h: -3,66%

USDC (USDC) – variação 24h: -0,01%

Dogecoin (DOGE) – variação 24h: -5,64%

TRON (TRX) – variação 24h:  +0,94%

Cardano (ADA) – variação 24h: -10,03

Atualização de 11.12.25 às 12h50 – Fonte: [investing.com]

Principais notícias e indicadores

Resumo do mercado

O mercado cripto opera em clima de cautela macroeconômica. O Bitcoin (BTC) recuou mesmo após o corte de juros do Fed, pois o tom conservador de Jerome Powell esfriou as expectativas de afrouxamento monetário acelerado em 2026. O BTC está preso em uma faixa estreita, com indicadores on-chain alertando para fragilidade e baixa demanda institucional.

Contudo, sinais de longo prazo surgem: a métrica Hash Ribbons emitiu um sinal de “compra” em US$ 90.000, historicamente associado a fundos de mercado após a capitulação de mineradores. No setor de serviços, a Binance segue inovando, oferecendo rendimentos de até 2,5% em Babylon (BABY) para usuários que fizerem staking de Bitcoin.

Suzano lidera baixas após divulgar dividendos intercalares e aumento de capital social

As ações da Suzano lideram as baixas do Ibovespa neste início de tarde, em queda de 5,03%, negociada a R$ 49,07 (R$ 48,91 na mínima e R$ 51,70 na máxima).

A companhia divulgou o pagamento de R$ 1,38 bilhão em dividendos intercalares, referente aos lucros do 3TRI.

Além disso, a Suzano informou que fará um aumento de capital no valor de R$ 5 bilhões.

Isso vai acontecer por meio da capitalização de saldo da reserva para aumento de capital e parte do saldo da reserva de investimentos, sem a emissão de novas ações.

No mesmo setor, Klabin também recua (-1,04%; R$ 19,03).

Companhias de papel e celulose, que são grandes exportadoras, são também afetadas pela baixa do dólar.