Fechamento: Ibovespa tem leve alta após Copom hawkish e noticiário em Brasília ameno

O Ibovespa deixou dias de sessões voláteis para finalizar o pregão desta quinta-feira em leve alta. O mercado digeriu o comunicado do Copom, que não deu indicativo para corte de juros, esfriando as apostas para um início do ciclo em janeiro.

A bolsa brasileira também aproveitou o momento com o “silêncio” em Brasília, após dias de tensões altas no Congresso. Os investidores também acompanharam as vendas no varejo, que avançaram em outubro e ficaram no teto das projeções.

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,07%, aos 159.189,10 pontos, com volume de R$ 22,4 bilhões. Entre as blue chips, Vale ON (+1,32%, a R$ 72,00) puxou a alta, enquanto Petrobras ON (-2,03%, a R$ 32,88) e PN (-2,13%, a R$ 31,26) seguiram o petróleo.

O dólar à vista fechou em forte queda diante do real (-1,17%, a R$ 5,4044), acompanhando o recuo da moeda americana no exterior após a decisão do Fed.

Em NY, as bolsas fecharam sem direção única no dia seguinte à já esperada decisão do Fed de reduzir os juros e com Jerome Powell dizendo que o cenário está aberto para janeiro, à espera de dados.

O setor de tecnologia foi o mais afetado da sessão diante dos resultados da Oracle decepcionando o mercado e trazendo preocupações sobre o estouro da bolha da IA.

Dow Jones subiu 1,34% (48.704,01). S&P500 ganhou 0,21% (6.900,99). Nasdaq caiu 0,25% (23.593,86). Os retornos dos Treasuries também ficaram mistos.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,07% | 159.189,10 pts

▫️ DOW JONES: +1,34% | 48.704,01 pts

▫️ S&P500: +0,21% | 6.900,99 pts

▫️ NASDAQ: -0,25% | 23.593,86 pts

▫️ DÓLAR: -1,17% | R$ 5,4044

▫️ EURO: -0,80% | R$ 6,3477

▫️ BITCOIN: -0,54% | US$ 91.862,00

Juros futuros curtos ficam de lado após Copom

Os juros futuros terminaram mais uma vez mistos nesta quinta-feira, com os curtos perto da estabilidade, após o Copom manter a Selic em 15% e não dar pistas sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário em 2026.

Já os longos recuaram, acompanhando o alívio no câmbio e nos rendimentos dos Treasuries, após a decisão do Fed, que cortou juros nos EUA ontem e deixou em aberto a decisão da reunião de janeiro.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,735% (de 13,753%) no ajuste anterior; Jan/29 a 13,140% (13,259%); Jan/31 a 13,415% (13,532%); e Jan/33 a 13,545% (13,648%).

Dólar devolve alta recente após Fed e Copom e com alívio no ruído político

O dólar à vista fechou em forte queda diante do real nesta quinta-feira, acompanhando o recuo da moeda americana no exterior após a decisão do Fed.

O corte de 25 pb no juro americano e também o fato de o Fed não ter fechado a porta para nova redução em janeiro colaboraram para que o dólar perdesse força globalmente, especialmente diante de divisas emergentes, como os pesos mexicano (-0,72%, a 1,03 pesos) e colombiano (-1,22%, a 3.792,70 pesos).

Por aqui, a decisão do Copom de manter a Selic em 15%, sem dar pistas de início de afrouxamento em janeiro, e o alívio no ruído político em Brasília serviram também de motivo para uma correção do câmbio.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,17%, a R$ 5,4044, após oscilar entre R$ 5,3960 e R$ 5,4749. Às 17h09, o dólar futuro para janeiro caía 1,25%, a R$ 5,4280.

Lá fora, o índice DXY pedia 0,43%, aos 98,359 pontos. O euro subia 0,41%, a US$ 1,1740. E a libra ganhava 0,04%, a US$ 1,3386.