Vai rolar: Dia tem dado de serviços e eventos com Lula, Alckmin, Haddad, além de falas de Fed boys

[12/12/25] Três Fed boys falam hoje, mas é cedo para influenciarem as apostas depois do Fomc, que se concentraram na ferramenta do CME em uma pausa no ciclo de quedas, como sinalizou Powell, embora o dólar, os juros dos Treasuries e as bolsas americanas não descartem corte.

No Brasil, o comunicado conservador do Copom reduziu um pouco a convicção de que o primeiro corte da Selic vem em janeiro, mas não virou o jogo no mercado. Entre economistas, prevalece a expectativa majoritária para março. Lá e aqui, os indicadores definirão os próximos passos da política monetária.

Hoje, serão divulgados os dados de serviços em outubro, após as vendas no varejo terem surpreendido com alta. No fechamento da semana, Brasília dá uma trégua, mas o cenário eleitoral segue no radar. (Rosa Riscala)

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha/Destatis: CPI final de novembro
▪️ 04h00 – Reino Unido/ONS: produção industrial de outubro
▪️ 09h00 – IBGE: Pesquisa Mensal de Serviços de outubro
▪️ 15h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas em operação
 
Eventos
▪️ 10h00 – EUA: Anna Paulson (Fed/Filadélfia) discursa na Câmara do Comércio de Delaware
▪️ 10h30 – EUA: Beth Hammack (Fed/Cleveland) discursa em evento da Universidade de Cincinnati
▪️ 12h00 – Alckmin participa do 8º Seminário Internacional de Líderes, em São Paulo
▪️ 12h35 – EUA: Austan Goolsbee (Fed/Chicago) participa de evento institucional
▪️ 15h00 – Lula e Alckmin participam de solenidade do início das operações do canal SBT News
▪️ 19h00 – Haddad e Simone Tebet recebem homenagem do grupo Prerrogativas, em São Paulo

Fechamento: Ibovespa tem leve alta após Copom hawkish e noticiário em Brasília ameno

O Ibovespa deixou dias de sessões voláteis para finalizar o pregão desta quinta-feira em leve alta. O mercado digeriu o comunicado do Copom, que não deu indicativo para corte de juros, esfriando as apostas para um início do ciclo em janeiro.

A bolsa brasileira também aproveitou o momento com o “silêncio” em Brasília, após dias de tensões altas no Congresso. Os investidores também acompanharam as vendas no varejo, que avançaram em outubro e ficaram no teto das projeções.

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,07%, aos 159.189,10 pontos, com volume de R$ 22,4 bilhões. Entre as blue chips, Vale ON (+1,32%, a R$ 72,00) puxou a alta, enquanto Petrobras ON (-2,03%, a R$ 32,88) e PN (-2,13%, a R$ 31,26) seguiram o petróleo.

O dólar à vista fechou em forte queda diante do real (-1,17%, a R$ 5,4044), acompanhando o recuo da moeda americana no exterior após a decisão do Fed.

Em NY, as bolsas fecharam sem direção única no dia seguinte à já esperada decisão do Fed de reduzir os juros e com Jerome Powell dizendo que o cenário está aberto para janeiro, à espera de dados.

O setor de tecnologia foi o mais afetado da sessão diante dos resultados da Oracle decepcionando o mercado e trazendo preocupações sobre o estouro da bolha da IA.

Dow Jones subiu 1,34% (48.704,01). S&P500 ganhou 0,21% (6.900,99). Nasdaq caiu 0,25% (23.593,86). Os retornos dos Treasuries também ficaram mistos.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,07% | 159.189,10 pts

▫️ DOW JONES: +1,34% | 48.704,01 pts

▫️ S&P500: +0,21% | 6.900,99 pts

▫️ NASDAQ: -0,25% | 23.593,86 pts

▫️ DÓLAR: -1,17% | R$ 5,4044

▫️ EURO: -0,80% | R$ 6,3477

▫️ BITCOIN: -0,54% | US$ 91.862,00

Juros futuros curtos ficam de lado após Copom

Os juros futuros terminaram mais uma vez mistos nesta quinta-feira, com os curtos perto da estabilidade, após o Copom manter a Selic em 15% e não dar pistas sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário em 2026.

Já os longos recuaram, acompanhando o alívio no câmbio e nos rendimentos dos Treasuries, após a decisão do Fed, que cortou juros nos EUA ontem e deixou em aberto a decisão da reunião de janeiro.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,735% (de 13,753%) no ajuste anterior; Jan/29 a 13,140% (13,259%); Jan/31 a 13,415% (13,532%); e Jan/33 a 13,545% (13,648%).