Vai rolar: Superquarta tem Fed, Copom e bateria de dados no Brasil

[29/04/26] A superquarta concentra as atenções do mercado, com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos sob a pressão persistente do petróleo, ainda elevado em meio ao impasse no Oriente Médio.

O Fed deve manter a taxa, enquanto o Copom deve entregar novo corte de 0,25 ponto, em um cenário que combina inflação pressionada, atividade resiliente e incerteza externa.

A agenda também é carregada de indicadores, com inflação e mercado de trabalho no Brasil, além de dados relevantes no exterior.

No corporativo, o foco recai sobre as big techs em Nova York, enquanto, por aqui, Santander abre a temporada entre os bancos. No after, Vale caiu após resultado abaixo do esperado.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Juros futuros fecham quase estáveis na véspera do Copom, com IPCA-15 alto, mas melhor que o esperado

Os juros futuros fecharam perto da estabilidade em relação aos ajustes de ontem, com investidores em compasso de espera pela decisão do Copom e do Fed desta 4ªF, enquanto monitoram o impasse nas negociações entre EUA e Irã em relação à guerra no Oriente Médio.

Na agenda do dia, o IPCA-15 subiu 0,89%, um pouco melhor que o 0,96% esperados pelos economistas, mas bem acima do índice de março (+0,44%), o que pode levar o BC a endurecer o tom no comunicado da decisão de amanhã e sinalizar um afrouxamento mais lento dos juros.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,115% (de 14,133% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,725% (13,732%); Jan/29 a 13,580% (13,575%); Jan/31 a 13,585% (13,594%); e Jan/33 a 13,630% (13,647%).

Fechamento: Ibovespa engata 5ª baixa consecutiva e perde os 189 mil pontos na véspera do Copom; dólar fica estável

A bolsa brasileira chegou ao quinto pregão consecutivo de baixa, acompanhando NY, na véspera de decisão de juros aqui e nos EUA – com a guerra no Oriente Médio ainda sem perspectiva de solução. Por aqui, o dia trouxe o IPCA-15 de abril (+0,89%) um pouco melhor que o esperado (+0,96%).

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 188.618,69 pontos, com giro mais uma vez abaixo do usual, de apenas R$ 23,8 bilhões.

Desde a última alta, no dia 20 de abril, o indicador já perdeu cerca de 7.500 pontos.

O desempenho de hoje só não foi pior em razão da alta de Petrobras (ON +0,72%, a R$ 52,80; e PN +0,32%, a R$ 47,52), beneficiada pela disparada do petróleo.

A Vale, que divulga balanço trimestral nesta noite, caiu 1,30% (R$ 84,39), superando a baixa do minério de ferro (-0,89%).

Os principais bancos ficaram mistos: Itaú PN subiu 0,25% (R$ 44,10), BB +0,13% (R$ 22,54), Bradesco PN -0,81% (R$ 19,57), BTG -0,55% (R$ 60,18) e Santander -0,84% (R$ 29,42).

Hapvida liderou as perdas do Ibovespa com -8,44% (R$ 12,04), após alerta da Fitch sobre a concorrência acirrada no setor de saúde, acompanhada de Assaí (-5,74%; R$ 9,03), que ontem divulgou resultado trimestral. Cyrela PN figura em terceiro com -3,57% (R$ 21,85).

Na outra ponta, Metalúrgica Gerdau ficou no topo com +4,55% (R$ 9,88), com a principal empresa do grupo em segundo (+4,16%; R$ 22,56), após ambas divulgarem números trimestrais positivos. Cosan aparece em terceiro com +3,60% (R$ 5,18).

O dólar à vista terminou estável (+0,01%), a R$ 4,9824.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,51% | 188.618,69 pts

▫️ DOW JONES: -0,05% | 49.141,93 pts

▫️ S&P500: -0,49% | 7.138,80 pts

▫️ NASDAQ: -0,90% | 24.663,80 pts

▫️ DÓLAR: +0,01% | R$ 4,9824

▫️ EURO: -0,45% | R$ 5,8337

▫️ BITCOIN: -0,74% | US$ 76.447,00