Fechamento: Ibovespa tem queda forte com Lula à frente em todos os cenários em pesquisa eleitoral e ata do Copom hawkish

O Ibovespa sofreu uma forte queda e perdeu quase 4 mil pontos nesta terça-feira, com investidores reagindo ao cenário eleitoral e a um BC ainda hawkish com a economia.

A pesquisa Genial/Quaest mostrou que o candidato Flávio Bolsonaro tem um desempenho melhor do que Tarcísio de Freitas, o que era inesperado pelo mercado. Mesmo assim, o presidente Lula ainda desponta como favorito à reeleição em todos os cenários realizados.

Mas antes mesmo da pesquisa, a bolsa brasileira já caía mais de 1% na sessão, diante de uma comunicação conservadora do Copom, e terminou na mínima do dia, em queda de 2,42%, aos 158.557,57 pontos.

O volume financeiro somou R$ 31,4 bilhões, acima da média para uma sessão sem exercício de opções e vencimento de contratos futuros.

Entre as blue chips, Petrobras ON (-2,74%, a R$ 32,31) e PN (-3,03%, a R$ 30,74) também repercutiram a queda firme do petróleo. Por outro lado, Vale ON (+0,38%, a R$ 69,29) e siderúrgicas impediram baixa maior do índice, seguindo o minério de ferro.

O dólar à vista registrou alta expressiva diante do real (+0,76%, a R$ 5,4630), refletindo o estresse dos investidores com o cenário eleitoral para 2026.

Em NY, as bolsas tiveram uma sessão predominantemente negativa, com os investidores avaliando os dados mistos do payroll de novembro, que mostraram a criação de vagas acima do esperado, mas também aumento na taxa de desemprego.

Por sua vez, o setor de tecnologia, bastante impactado nos pregões anteriores, devido às preocupações com a bolha do IA, apresentou recuperação.

Dow Jones caiu 0,62% (48.114,26). S&P500 recuou 0,24% (6.800,26). Nasdaq subiu 0,23% (23.111,46). Os retornos dos Treasuries cederam.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -2,42% | 158.557,57 pts  

▫️ DOW JONES: -0,62% | 48.114,26 pts

▫️ S&P500: -0,24% | 6.800,26 pts

▫️ NASDAQ: +0,23% | 23.111,46 pts

▫️ DÓLAR: +0,76% | R$ 5,4630

▫️ EURO: +0,95% | R$ 6,4231

▫️ BITCOIN: +1,54% | US$ 87.713,00

Juros futuros sobem com cenário eleitoral e ata do Copom

Os juros futuros registraram alta importante nos prêmios em toda a curva nesta terça-feira, reagindo à Ata do Copom, considerada bastante “hawkish”, e à piora do sentimento de risco após nova pesquisa eleitoral mostrando chance de reeleição do presidente Lula e possibilidade de uma chapa competitiva de direita com Flávio Bolsonaro.

Enquanto as taxas curtas incorporam um cenário de Selic elevada por mais tempo, os longos refletem a preocupação com o quadro fiscal em uma eventual reeleição de Lula.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,725% (de 13,630% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,155% (12,982%); Jan/31 a 13,435% (13,259%); e Jan/33 a 13,535% (13,379%).

Petróleo registra nova queda firme com progressão das negociações de paz na Ucrânia

Os contratos futuros de petróleo tiveram mais uma sessão de quedas consistentes nesta terça-feira, uma vez que as expectativas para um acordo de paz na Ucrânia só crescem.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o plano de paz dever ser apresentado à Rússia em poucos dias. Ele também disse que o Congresso dos EUA deve votar as garantias de segurança entre hoje e amanhã. A perspectiva de excedente de oferta da commodity também continua no radar dos traders. O contrato do Brent para fevereiro caiu 2,70%, a US$ 58,92 por barril na ICE, enquanto o WTI para janeiro teve queda de 2,73%, a US$ 55,27 por barril na Nymex. Na mínima do dia, o WTI chegou a operar abaixo dos US$ 55, registrando o menor patamar desde fevereiro de 2021.