Ouro avança com tensões entre EUA e Venezuela e dados no radar
Os contratos futuros do ouro fecharam em alta nesta quarta-feira, com investidores avaliando as incertezas envolvendo o cenário geopolítico.
Trump declarou que a Venezuela está “completamente cercada” por suas Forças Armadas. Diversos países, como Brasil e México, se ofereceram como intermediadores para tentar algum acordo entre os países e buscar a paz na região.
Além disso, os traders estão no aguardo de mais dados nos EUA, como os números de inflação amanhã.
O contrato do metal precioso para fevereiro terminou em alta de 0,96% na Comex, cotado a US$ 4.373,90 por onça-troy.
Giro das 15h: NY recua com preocupação sobre IA
As bolsas seguem no vermelho em NY (Dow Jones -0,29%; S&P500 -0,85%; Nasdaq -1,24%), com o setor de tecnologia ainda na berlinda (Oracle -4,7%; Nvidia -3,2%), em meio às preocupações com uma possível bolha na inteligência artificial.
O clima pesado lá fora se junta à tensão eleitoral doméstica, empurrando o Ibovespa abaixo dos 157 mil pontos (-1,05%, a 156.915) e o dólar acima dos R$ 5,50 (+0,94%, para R$ 5,5141).
O vencimento de Ibovespa futuro e o exercício de opções sobre o índice nesta quarta-feira ampliam a volatilidade e inflam o giro da bolsa (projetando R$ 32 bilhões no fechamento).
Os juros futuros também refletem o clima de maior aversão ao risco, acumulado até 22 pb nos vencimentos mais longos (DI Jan/27 a 13,830%; Jan/33 a 13,750%).
Braskem cai com análise do BTG sobre possibilidade de diluição
As ações da Braskem operam em baixa nesta quarta-feira.
Para analistas do BTG, a troca de controle da companhia, da Novonor para o fundo IG4, pode levar a petroquímica a realizar a conversão da dívida em capital.
Segundo o banco, isso pode diluir a participação dos minoritários na petroquímica. Há pouco, papel da empresa caía 2,52%, negociado a R$ 7,36.