Juros futuros voltam a subir, com investidor preocupado com quadro fiscal em eventual reeleição de Lula
Os juros futuros voltaram a acumular prêmios nesta quarta-feira, especialmente entre os vencimentos mais longos, refletindo a preocupação dos investidores com o cenário eleitoral para 2026, ainda na esteira da pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem.
Investidores temem que o quadro fiscal do país piore nos próximos anos no caso de uma eventual reeleição de Lula.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,815% (de 13,672% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,330% (13,099%); Jan/31 a 13,635% (13,386%); e Jan/33 a 13,740% (13,493%).
Cenário eleitoral e demanda de remessas de fim de ano empurram dólar acima de R$ 5,50
O dólar à vista voltou a subir e fechou acima da linha dos R$ 5,50, refletindo o aumento da percepção de risco no mercado doméstico, especialmente por causa do cenário eleitoral em 2026.
Investidores seguiram repercutindo a pesquisa Genial/Quaest de ontem, que mostrou Flávio Bolsonaro mais forte que Tarcísio de Freitas, mas ambos sendo derrotados por Lula com folga na disputa ao Planalto.
Operadores também relacionaram a alta da moeda com a maior demanda de fim de ano, em função das remessas de empresas para o exterior.
Lá fora, o dólar também subia de forma moderada, em meio à percepção de que o Fed não deve cortar novamente os juros em janeiro.
O dólar à vista fechou em alta de 1,10%, a R$ 5,5233, após oscilar entre R$ 5,4855 e R$ 5,5315. Às 17h02, o dólar futuro para janeiro subia 0,15%, a R$ 5,5365.
Lá fora, o índice DXY avançava 0,23%, para 98,371 pontos. O euro caía 0,04%, a US$ 1,1743. E a libra recuava 0,35%, a US$ 1,3375.
Petróleo volta a subir com aumento das tensões entre EUA e Venezuela
Os contratos futuros de petróleo voltaram a fechar em alta nesta quarta-feira e interromperam cinco sessões seguidas de queda.
A declaração de Trump de que a Venezuela está “totalmente cercada” e a ordem de bloquear petroleiros sancionados nas proximidades do país assustaram os investidores.
O bloqueio diminuiu as preocupações com o aumento de excedente global de petróleo.
O contrato do Brent para fevereiro subiu 1,29%, a US$ 59,68 por barril na ICE, enquanto o WTI para janeiro teve alta de 1,21%, a US$ 55,94 por barril na Nymex.