No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que bolsas de NY recuaram com realização de lucros e queda de empresas de inteligência artificial, enquanto petróleo, ouro e prata avançaram. O dólar subiu pelo quarto pregão, pressionado por incertezas fiscais e eleitorais, e juros futuros atingiram máximos de meses. O Ibovespa caiu com aumento de tributação e risco regulatório. Hoje, atenção ao Relatório de Política Monetária, CMN, BoE, BCE e CPI dos EUA.
Vai rolar: CPI, BCE, Relatório de Política Monetária e Orçamento no foco
[18/12/25] Dia cheio para os mercados globais, com reuniões do BCE, BoE e, nos Estados Unidos, o CPI de novembro. Aqui, o BC divulga o Relatório de Política Monetária (RPM), com entrevista do presidente Gabriel Galípolo (11h) para comentar os dados. Em clima de final de ano, Lula tem café da manhã com jornalistas.
No Senado, o governo abriu a guarda e deixou passar o PL da Dosimetria em acordo com a oposição para aprovar o projeto que decidiu um corte de 10% dos benefícios fiscais e elevou a tributação de JCP, fintechs e bets. A proposta, que aumenta a arrecadação em mais de R$ 20 bilhões, é crucial para fechar o Orçamento de 2026, que deve ser votado hoje no Congresso. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores ▪️ 08h00 – BC: Relatório de Política Monetária do 4TRI ▪️ 09h00 – Reino Unido/BoE: Decisão de política monetária ▪️ 10h15 – Zona do euro/BCE: Decisão de política monetária ▪️ 10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e Núcleo do CPI de novembro e pedidos de auxílio-desemprego da semana até 13/12 ▪️ 16h00 – México: BC divulga decisão de política monetária
Eventos ▪️ CMN: Reunião Mensal ▪️ 09h30 – Reino Unido/BoE: Andrew Bailey fala em coletiva de imprensa após a decisão de política monetária ▪️ 10h00 – BC: Gabriel Galípolo, Diogo Guillen, Nilton David e Paulo Picchetti participam de confraternização anual com jornalistas ▪️ 10h45 – Zona do euro/BCE: Christine Lagarde concede entrevista coletiva ▪️ 11h00 – BC: Galípolo e Guillen concedem coletiva de imprensa sobre RPM ▪️ 11h00 – Lula recebe jornalistas em café da manhã ▪️ 12h00 – Congresso vota projeto de Orçamento para 2026 ▪️ 15h00 – Haddad recebe jornalistas em café da tarde
Fechamento: Ibovespa registra nova queda com cenário eleitoral pesando nos ativos
A bolsa brasileira acompanhou o mau humor de NY e registrou queda nesta quarta-feira, esticando as perdas registradas na véspera. O mercado ainda repercute o cenário eleitoral para o ano que vem. A pesquisa Genial/Quaest de ontem fortaleceu as chances de reeleição de Lula, mesmo com a candidatura de Flávio Bolsonaro se mostrando mais favorável do que a de Tarcísio de Freitas.
O Ibovespa fechou em queda de 0,79%, aos 157.327,26 pontos. O volume foi atualizado agora há pouco para R$ 66,9 bilhões em dia de exercício de opções sobre o índice e vencimento de índice futuro, o que aumentou a volatilidade da sessão.
Entre as blue chips, os bancões puxaram as quedas. Por outro lado, Petrobras ON (+0,68%, a R$ 32,53) e PN (+1,11%, a R$ 31,08) e Vale ON (+1,27%, a R$ 70,17) diminuíram as perdas do índice.
O dólar à vista voltou a subir e fechou em alta de 1,10%, a R$ 5,5233, refletindo o aumento da percepção de risco no mercado doméstico, especialmente por causa do cenário eleitoral em 2026.
Em NY, depois de uma abertura com leve alta, a aversão ao risco dominou a sessão, novamente com o setor de tecnologia pesando. Os investidores também ficaram atentos a declarações mais cautelosas de dirigentes do Fed quanto à flexibilização das taxas de juros.
Dow Jones caiu 0,47% (47.885,97). S&P500 recuou 1,16% (6.721,51). Nasdaq perdeu 1,81% (22.693,32). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.