Petróleo tem leve alta com potenciais sanções dos EUA à Rússia e bloqueio na Venezuela

Os contratos futuros de petróleo registram leve alta nesta quinta-feira, em dia de sessão volátil para a commodity.

Os investidores repercutiram a reportagem da Bloomberg que levantou a probabilidade de novas sanções por parte dos EUA contra o setor energético da Rússia, caso Moscou não aceite o acordo de paz na Ucrânia.

Outro ponto de grande atenção aos traders foi o bloqueio de navios petroleiros da Venezuela, levantando ainda preocupações sobre os efeitos disso na oferta global.

O contrato do Brent para fevereiro subiu 0,23%, a US$ 59,82 por barril na ICE, enquanto o WTI para janeiro teve alta de 0,38%, a US$ 56,15 por barril na Nymex.

Ouro registra queda após novos dados nos EUA

Os contratos futuros do ouro fecharam em queda nesta quinta-feira, uma vez que novos indicadores da economia americana trouxeram incertezas em relação à política monetária dos EUA.

O CPI desacelerou para 2,7% em novembro, muito abaixo do consenso do mercado, mas com muitas lacunas vazias na divulgação.

Apesar de queda de hoje, o Goldman Sachs prevê que o ouro deve atingir o patamar de US$ 4,9 mil por onça-troy em 2026, o que corresponderia a uma valorização de 14%.

O contrato do metal precioso para fevereiro terminou em queda de 0,21% na Comex, cotado a US$ 4.364,50 por onça-troy.

Giro das 15h: NY corrige perdas recentes com CPI light

As bolsas americanas registram alta firme nesta quinta-feira (Dow Jones +0,29%; S&P500 +0,95%; Nasdaq +1,67%), com destaque para a recuperação das techs, após o CPI de novembro nos EUA contrariar as expectativas e mostrar desaceleração da inflação, o que poderia levar o Fed a realizar novo corte de juros em janeiro.

Por aqui, o Ibovespa mostra volatilidade, mas opera no azul (+0,55%, aos 158.197 pontos), corrigindo parte das perdas recentes provocadas pelas incertezas com o cenário eleitoral de 2026.

O dólar à vista segue de lado, mas ainda acima dos R$ 5,50 (-0,07%, a R$ 5,5194), enquanto os juros operam em alta modesta (DI Jan/27a 13,840%; Jan/29 a 13,380%).

Gabriel Galípolo repetiu hoje que o BC segue dependente dos dados para definir os próximos passos da política monetária. “Não há seta e não há portas fechadas”, declarou.