Fechamento: Ibovespa volta a subir em correção e falas de Galípolo
A bolsa brasileira fechou o pregão desta quinta-feira em alta, após dois dias de quedas consistentes no índice. Os investidores acabaram aplicando uma pequena correção após as perdas provocadas pelas incertezas com o cenário eleitoral de 2026.
Outro ponto de atenção foi o Relatório de Política Monetária, que manteve o tom mais duro. Na coletiva, Gabriel Galípolo repetiu que o BC segue dependente dos dados para definir os próximos passos e que “não há setas e não há portas fechadas”.
O Ibovespa fechou em alta de 0,38%, aos 157.923,34 pontos, com volume de R$ 26,2 bilhões, com os bancões conduzindo o ritmo, assim como na véspera.
Vale ON (+0,26%, a R$ 70,35) também ajudou o índice. Já Petrobras ON caiu 0,25% (R$ 32,45) e Petrobras PN perdeu 0,58% (R$ 30,90).
O dólar à vista terminou de lado (+0,01%, a R$ 5,5237), com investidores mostrando algum alívio em relação ao ruído eleitoral.
Em NY, após a baixa da véspera, as bolsas fecharam no azul, com destaque para a recuperação dos papéis do setor de tecnologia. No noticiário econômico, dados da inflação (CPI) de novembro nos EUA mais baixos do que o esperado também contribuíram para o resultado.
Dow Jones subiu 0,14% (47.951,85). S&P500 ganhou 0,79% (6.774,76). Nasdaq avançou 1,38% (23.006,36). Por sua vez, os retornos dos Treasuries cederam.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,38% | 157.923,34 pts
▫️ DOW JONES: +0,14% | 47.951,85 pts
▫️ S&P500: +0,79% | 6.774,76 pts
▫️ NASDAQ: +1,38% | 23.006,36 pts
▫️ DÓLAR: +0,01% | R$ 5,5237
▫️ EURO: -0,12% | R$ 6,4731
▫️ BITCOIN: -0,97% | US$ 85.338,00
Juros futuros ficam de lado, sem novidades no RPM e na fala de Galípolo para o rumo da Selic
Os juros futuros encerraram de lado nesta quinta-feira, em uma sessão mais tranquila em relação ao ruído político e sem novidades em relação ao rumo da política monetária.
Investidores analisaram o Relatório de Política Monetária (RPM) e as declarações de Gabriel Galípolo no encontro de fim de ano com jornalistas.
Galípolo repetiu hoje que o BC segue dependente dos dados para definir os próximos passos da política monetária. “Não há seta e não há portas fechadas”, declarou.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,860% (de 13,826% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,345% (13,330%); Jan/31 a 13,635% (13,631%); Jan/33 a 13,755% (13,724%).
Dólar mostra alívio com possível desistência da chapa de Flávio em março
O dólar à vista terminou de lado nesta quinta-feira, com investidores mostrando algum alívio em relação ao ruído eleitoral, mas a demanda por remessas de fim de ano das empresas para o exterior limitando a queda da moeda.
A melhora no câmbio foi atribuída por operadores a declarações de políticos próximos de Jair Bolsonaro, sinalizando que o ex-presidente pode voltar atrás no apoio à candidatura do filho Flávio. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) disse ao Valor que, se em março ficar claro que Flávio não tem força para vencer as eleições, Bolsonaro não vai arriscar essa candidatura.
Avaliação semelhante foi feita pelo pastor Silas Malafaia, que defende a chapa de Tarcício de Freitas, mais alinhado ao Centrão. Já Tarcísio reafirmou hoje seu apoio à Flávio e repetiu que está focado no governo paulista.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,01%, a R$ 5,5237, após oscilar entre R$ 5,5019 e R$ 5,5587. Às 17h02, o dólar futuro para janeiro caía 0,04%, para R$ 5,5315.
Lá fora, o índice DXY subia 0,05%, para 98,417 pontos. O euro caía 0,11%, para US$ 1,1726. E a libra subia 0,08%, a US$ 1,3387.