Marcopolo sobe quase 4% com aumento de capital e bonificação

Companhia vai emitir 113,7 milhões de novas ações

Os papéis da Marcopolo registam alta de 3,94%, negociadas a R$ 6,33 neste início de tarde.

As ações, que acumulam perda 2,16% de em dezembro e alta de 1,44% no ano, são impulsionadas hoje pela aprovação de aumento de capital de R$ 705,75 ‌milhões ‌com bonificação em ações.

A companhia ​vai emitir 113,7 milhões de novas ações, sendo 40,9 milhões de papéis ON e 72,7 milhões PN.

A ⁠bonificação ⁠vai ocorrer na proporção ‌de uma nova ação para cada ‍10 detidas pelos investidores.

Giro das 12h: Ibovespa cai pressionado por juros, enquanto commodities limitam perda

O Ibovespa opera em queda (-0,64%, aos 157.463,64 pontos), perto das mínimas, pressionado por papéis sensíveis ao avanço dos juros futuros.

Já Petrobras (PN +1,03% e ON +0,76%) e Vale (+1,35%) limitam as perdas.

A estatal de petróleo avança na esteira da alta firme da commodity no mercado internacional (de mais de 2% há pouco).

Além disso, hoje é o último dia para comprar ações companhia e garantir dividendos intercalares.

Os principais bancos caem (Itaú -0,61%, Bradesco PN -0,86% e BTG -1,49%), em um pregão que projeta boa liquidez, ao redor de R$ 25 bilhões, apesar da semana mais curta em razão do feriado de Natal.

Os investidores seguem atentos a novidades sobre a corrida eleitoral de 2026 e dados fiscais.

Hoje, foi divulgada a arrecadação federal em novembro, que somou R$ 226,7 bilhões, alta real de 3,75% em base anual, a maior para o mês na série histórica.

O dólar à vista subia 0,36%, a R$ 5,5496 e o DI 31 avançava a 13,615%, assim com o DI 33, a 13,735%.

Em NY, as bolsas sobem (Dow Jones +0,22%; S&P500 +0,42%; Nasdaq +0,48%).

Esta é mais uma sessão puxada pelo entusiasmo com ações de empresas de tecnologia, com notícias positivas envolvendo a Micron e a Nvidia

Boletim Focus 

Por Matheus Pires Mariniello Pizzani.

Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 22 de dezembro, mostrou ajustes discretos nas projeções macroeconômicas, com destaque mais uma vez para a revisão baixista das expectativas de inflação. A mediana para o IPCA de 2025 recuou de 4,36% para 4,33%, marcando a sexta semana consecutiva de queda e reforçando a tendência de desinflação gradual, com inflação esperada dentro do intervalo da meta. As projeções para o crescimento do PIB em 2025 ficaram em 2,26%, sugerindo manutenção de perspectiva de atividade relativamente robusta. Para o câmbio, a mediana apresentou crescimento marginal, ficando em R$ 5,43 por dólar.

Para 2026, as projeções de inflação também registraram queda, recuando de 4,10% para 4,06%, mantendo a trajetória descendente, enquanto o PIB se manteve em 1,80%. A expectativa de Selic para o fim de 2026 foi o destaque da divulgação, sendo ajustada para 12,25%, enquanto a mediana do câmbio seguiu em R$ 5,50.

No horizonte de 2027, o Focus manteve a projeção de inflação em 3,80%, revisando marginalmente o PIB para 1,81%, e preservou as medianas de câmbio (R$ 5,50) e Selic (10,50%). Para 2028, os números do IPCA (3,50%) e PIB (+2,0%) permanecem compatíveis, enquanto o câmbio (de R$ 5,50 para R$ 5,51) e Selic (de 9,50% para 9,75% ao ano) sofreram revisões de alta.