Petróleo tem forte alta com tensões geopolíticas levantando temores de oferta
Os contratos futuros de petróleo registraram uma forte alta na sessão desta segunda-feira, com os traders avaliando a tensão entre EUA e Venezuela e também a guerra na Ucrânia.
O mercado ficou preocupado após a notícia de que os americanos perseguiram um navio-tanque envolvido no transporte de petróleo venezuelano.
Além disso, os EUA também interceptaram outro petroleiro, o que levantam novos receios sobre a oferta de petróleo no mercado global.
O contrato do Brent para fevereiro subiu 2,65%, a US$ 62,07 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês teve alta de 2,64%, a US$ 58,01 por barril na Nymex.
Dólar testa os R$ 5,60 com demanda de fim de ano em sessão de liquidez restrita
O dólar à vista registrou alta expressiva diante do real nesta segunda-feira, pressionado pela demanda de remessas de empresas neste fim de ano, em meio a uma sessão de liquidez reduzida.
Operadores também relataram a preocupação dos investidores com o cenário eleitoral para 2026, o que tem levado à busca por posições defensivas no câmbio.
Em entrevista à Reuters, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende viajar aos EUA, Argentina, Chile e Israel no início do ano que vem em busca de apoio internacional à sua candidatura o Planalto.
Lá fora, o dólar recuava em relação aos pares e diante de outras moedas emergentes, em uma sessão favorável para as commodities, especialmente o petróleo, enquanto o mercado aguarda novos dados da economia americana nesta semana, com destaque para o PIB do 3TRI.
O dólar à vista fechou em alta de 0,99%, a R$ 5,5843, após oscilar entre R$ 5,5182 e R$ 5,6072. Às 17h02, o dólar futuro para janeiro subia 0,63%, para R$ 5,5915.
Lá fora, o índice DXY caía 0,30%, aos 98,301 pontos. O euro subia 0,38%, a US$ 1,1753. E a libra ganhava 0,59%, a US$ 1,3457.
Ouro renova recorde com investidores em busca de ativos de segurança
Os contratos futuros do ouro fecharam mais uma sessão em alta nesta segunda-feira e renovaram recordes históricos.
A busca por segurança prevaleceu no pregão, uma vez que as tensões geopolíticas se mantêm, em especial entre EUA e Venezuela.
As recentes decisões de política monetária, em especial do BC japonês, e a depreciação do dólar no exterior também ajudam o metal precioso a se valorizar.
O contrato do metal precioso para fevereiro terminou em alta de 1,87% na Comex, cotado a US$ 4.469,40 por onça-troy.