BTC recua no Natal e Trump Media investe US$ 40 mi

Criptomoedas com melhor desempenho nas últimas 24h

Bitcoin (BTC) – variação 24h -2,69% 

Ethereum (ETH) – variação 24h: -3,89%

Tether USDt (USDT) – variação 24h -0,01%

BNB (BNB) – variação 24h: -2,38%

XRP (XRP) – variação 24h: -3,21%

SOLANA (Sol) – variação 24h: -3,65%

USDC (USDC) – variação 24h: +0,02%

Dogecoin (DOGE) – variação 24h: -3,12%

TRON (TRX) – variação 24h:  +0,09%

Cardano (ADA) – variação 24h:  -4,33%

Atualização de 23/12/25 às 11h27 Fonte: [investing.com]

Principais notícias e indicadores

Resumo do mercado

O mercado cripto entra no período festivo sob forte pressão vendedora e sinais de exaustão. O Bitcoin (BTC) recuou para a casa dos US$ 87 mil, influenciado pela baixa liquidez de fim de ano e por um vencimento massivo de opções que soma mais de US$ 23 bilhões.

Analistas da CryptoQuant já sugerem que o ciclo de alta perdeu seus pilares de sustentação, com ETFs registrando saídas líquidas no trimestre. Por outro lado, a adoção corporativa segue viva com a Trump Media adquirindo US$ 40 milhões em BTC, e o cenário brasileiro de tokenização projeta um 2026 de forte expansão, visando democratizar o acesso ao crédito via tecnologia blockchain. 

Giro das 12h: Ibovespa avançou a 160 mil pontos com bancos após IPCA-15

O Ibovespa oscilou entre o mínimo de 158.143,85 e a máxima de 159.906,80, agora subindo para 160.022,71 pontos (+1,19%), com apoio dos bancos, após dados de inflação. Já NY oscila (Dow Jones -0,05%; S&P 500 -0,03% e Nasdaq -0,08%) com dados reforçando as expectativas de que o Fed manterá as taxas de juros tributárias em janeiro e aumentando as conclusões de que a força da economia pode atrapalhar a retomada dos cortes em 2026. O PIB americano do 3Tri alcançou o patamar mais forte em dois anos (4,3%, de 3,8%), virando os rendimentos dos Tesouros para alta (o da Nota de 10 anos a 4,19%).

Aqui, a inflação do meio do mês (IPCA-15) subiu 0,25%, de +0,20%, abaixo do previsto (+0,30%) e, ano ano, recuperou a 4,41%, de 4,50%, em linha com a explicação e abaixo do teto da meta do BC (4,5%), o que alivia a pressão no curto prazo. No câmbio, o dólar cai menos após o indicador de atividade americana. A moeda ainda cede ante emergentes e pares, mas o DXY voltou ao nível dos 98 pontos (98,127), em queda de -0,16%.

Aqui a moeda bateu no máximo de R$ 5,5975 e há pouco cedia no mínimo de R$ 5,5522 (-0,57%), após o BC vender 25% (US$ 500 milhões) da cota de US$ 2 bi em leilão de linha. Os juros futuros operam perto do ajuste. (Ana Kátia)

Dólar e juros sobem com exterior, fluxo e dados

O dólar cede globalmente, mas aqui sobe a R$ 5,5866 (+0,04%), antes de dois leilões de linha de US$ 2 bi, após subir firme na véspera em meio a remessas de fim de ano e sessão de liquidez reduzida antes dos feriados. Na contramão dos Tesouros, nossos rendimentos recuperaram de ponta a ponta, os juros futuros sobem após o IPCA-15 avançar 0,25%, abaixo da deficiência de +0,30% e acima de novembro (+0,20%).

A queda da moeda é generalizada no exterior. O DXY (-0,36%) cai para 97,935, com o iene se recuperando (156,012/US$) após alerta de intervenção e a libra para US$ 1,35020 (+0,29%), com os investidores esperando que o BoE reduza as taxas de juros pelo menos uma vez no primeiro semestre de 2026, duas enquanto o Fed deve cortar pelo menos vezes em 2026 (50 pb para mais de 73%, sem CME), mas não em janeiro (82,3% por manutenção). A atenção está nos dados do PIB americano e PCE do 3Tri, que, mesmo atrasados, têm potencial de calibrar expectativas. A economia dos EUA deve ter crescido a uma taxa de 3,3%, inferior aos 3,8% do 2Tri. Sinais de moderação no crescimento do PIB podem ajustar-se às expectativas para o curto prazo.

Aqui, o mercado também acompanha entrevista de Jair Bolsonaro ao Metrópoles, às 11h, com divulgação às 13h. O Ibovespa opera na máxima aos 159.575,02 pontos (+0,91%). (Ana Katia)