Dólar retorna aos R$ 5,53 com atuação do BC e redução do ruído eleitoral

O dólar à vista devolveu nesta terça-feira a maior parte do estresse registrado ontem, refletindo a atuação do Banco Central no câmbio e também o cancelamento da entrevista de Jair Bolsonaro ao portal Metrópoles.

O BC vendeu apenas US$ 500 milhões dos US$ 2 bilhões oferecidos em leilões de linha pela manhã. A injeção de dinheiro novo no mercado, já que a operação não visava a rolagem de vencimentos anteriores, ajudou a compensar a demanda de remessas de fim de ano.

Além disso, o cancelamento da entrevista de Bolsonaro colaborou para acalmar os ânimos dos investidores e reduzir o ruído político. Como Bolsonaro será internado amanhã para uma cirurgia no dia seguinte, e deverá ficar cerca de uma semana internado, a tendência é que a especulação eleitoral se acomode pelo menos até o início de 2026.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,95%, a R$ 5,5314, bem próximo da mínima do dia (R$ 5,5304). Na máxima, foi a R$ 5,5975. Às 17h01, o dólar futuro para janeiro recuava 1,11%, a R$ 5,5360.

Lá fora, o índice DXY caía 0,35%, para 97,945 pontos. O euro subia 0,25%, a US$ 1,1789. E a libra ganhava 0,25%, a US$ 1,3496.

Petróleo fecha em alta com forte crescimento dos EUA e riscos de oferta no radar

Os contratos futuros de petróleo seguem em escalada e fecharam em alta novamente nesta terça-feira, pela quinta sessão consecutiva.

Após o PIB do 3TRI nos EUA surpreender positivamente, os investidores avaliam o avanço robusto da economia americana e os riscos de interrupções no fornecimento de petróleo da Venezuela e da Rússia.

Segundo o governo, a atividade nos EUA cresceu mais rápido do que o esperado com razão dos gastos robustos do consumidor. O comportamento praticamente afasta as chances de um novo corte de juros pelo Fed em janeiro.

Na esfera geopolítica, Trump afirmou hoje que poderia manter ou vender o petróleo apreendido na costa da Venezuela nas últimas semanas.

Quanto aos relatórios do setor, a Baker Hughes antecipou a divulgação do número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA, que subiu em três na semana, totalizando 409.

O contrato do Brent para fevereiro fechou em alta de 0,50%, a US$ 62,38 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 0,64%, a US$ 58,38 por barril na Nymex.

Ouro avança e bate novo recorde com busca por proteção na reta final do ano

Os contratos futuros do ouro bateram novas máximas nesta terça-feira, pelo segundo dia consecutivo, e podem seguir avançando, segundo especialistas.

O metal precioso geralmente é usado como proteção em tempos de incertezas econômicas ou geopolíticas, e a demanda tem aumentado neste final de ano.

Atualmente, há uma escalada nas tensões entre EUA e Venezuela, com Trump admitindo a chance de entrar em guerra contra o país sul-americano, ao passo que as negociações para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia patinam.

Apesar do otimismo das bolsas em NY nesta tarde, o mercado segue atento aos sinais de uma eventual bolha de IA e aos rumos da política monetária dos EUA após a mudança na presidência do Fed, prevista para maio de 2026, com a saída de Powell.

Hoje, Trump afirmou que qualquer pessoa que discorde dele jamais comandará o BC americano, e repetiu seu discurso de defesa por novos cortes nos juros.

O PIB americano do 3TRI (+4,3%), no entanto, veio bem acima do previsto (+3,3%), o que praticamente exclui do horizonte as chances de uma nova redução das taxas pelo Fed em janeiro.

O contrato do metal precioso para fevereiro fechou em alta de 0,81% na Comex, cotado a US$ 4.505,70 por onça-troy, novo recorde. Em entrevista à CNBC, David Neuhauser, da Livermore Partners, disse que a commodity ainda tem espaço para subir, podendo alcançar US$ 6.000 por onça-troy.