Juros futuros recuam com IPCA-15 em linha, alívio no câmbio e volta do apetite por risco
Os juros futuros devolveram prêmios nesta terça-feira, apoiados no alívio do câmbio e no IPCA-15 de dezembro (+0,25%), que veio dentro do esperado, com o indicador encerrando o ano (+4,41%) abaixo do teto da meta.
A melhora do apetite por risco no mercado doméstico, após Jair Bolsonaro cancelar a entrevista que daria hoje ao site Metrópoles, também favoreceu uma correção nas taxas.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,840% (de 13,839% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,295% (13,354%); Jan/31 a 13,575% (13,650%); e Jan/33 a 13,690% (13,757%).
Fechamento: Ibovespa sobe e retoma os 160 mil pontos puxado por bancos após IPCA-15
O Ibovespa fechou em alta firme neste último pregão antes do feriado de Natal, no embalo de NY e puxado por ações de bancos, em uma sessão que acabou sem ruídos eleitorais após o ex-presidente Jair Bolsonaro cancelar a entrevista que daria ao portal Metrópoles.
O índice terminou na máxima, aos 160.455,83 pontos, com alta de 1,46% e giro de R$ 21,4 bilhões.
O IPCA-15 de dezembro (+0,25%) ficou abaixo do esperado (+0,30%), indicando que a inflação deve encerrar o ano próxima de 4,4%, abaixo do teto da meta.
A divulgação favoreceu o setor bancário: Santander avançou 4,41% (R$ 34,10), BTG +2,52% (52,86), BB +2,11% (R$ 21,75) e Itaú +1,64% (40,26).
Petrobras mudou de direção na reta final e subiu (PN +0,20%, a R$ 30,31; e ON +0,09%, a R$ 32,02), em dia de nova valorização do petróleo. Vale terminou praticamente estável (-0,03%, a R$ 72,90).
A B3 ficará fechada nos dias 24 e 25/12, voltando a operar normalmente na sexta-feira (26).
Por sua vez, o dólar à vista devolveu a maior parte do estresse registrado ontem, refletindo a atuação do Banco Central no câmbio e também o cancelamento da entrevista de Bolsonaro. A moeda americana fechou em baixa de 0,95%, a R$ 5,5314.
Em NY, as bolsas registraram alta nesta antevéspera de Natal, novamente com o apoio do setor de tecnologia e diante do avanço do PIB americano do 3TRI na leitura preliminar divulgada pelo Departamento de Comércio dos EUA.
Dow Jones subiu 0,16% (48.442,41). S&P500 ganhou 0,46% (6.909,79). Nasdaq avançou 0,57% (23.561,84). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +1,46% | 160.455,83 pts
▫️ DOW JONES: +0,16% | 48.442,41 pts
▫️ S&P500: +0,46% | 6.909,79 pts
▫️ NASDAQ: +0,57% | 23.561,84 pts
▫️ DÓLAR: -0,95% | R$ 5,5314
▫️ EURO: -0,87% | R$ 6,5177
▫️ BITCOIN: -0,65% | US$ 87.774,00
Dólar retorna aos R$ 5,53 com atuação do BC e redução do ruído eleitoral
O dólar à vista devolveu nesta terça-feira a maior parte do estresse registrado ontem, refletindo a atuação do Banco Central no câmbio e também o cancelamento da entrevista de Jair Bolsonaro ao portal Metrópoles.
O BC vendeu apenas US$ 500 milhões dos US$ 2 bilhões oferecidos em leilões de linha pela manhã. A injeção de dinheiro novo no mercado, já que a operação não visava a rolagem de vencimentos anteriores, ajudou a compensar a demanda de remessas de fim de ano.
Além disso, o cancelamento da entrevista de Bolsonaro colaborou para acalmar os ânimos dos investidores e reduzir o ruído político. Como Bolsonaro será internado amanhã para uma cirurgia no dia seguinte, e deverá ficar cerca de uma semana internado, a tendência é que a especulação eleitoral se acomode pelo menos até o início de 2026.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,95%, a R$ 5,5314, bem próximo da mínima do dia (R$ 5,5304). Na máxima, foi a R$ 5,5975. Às 17h01, o dólar futuro para janeiro recuava 1,11%, a R$ 5,5360.
Lá fora, o índice DXY caía 0,35%, para 97,945 pontos. O euro subia 0,25%, a US$ 1,1789. E a libra ganhava 0,25%, a US$ 1,3496.