Azul lidera baixas da bolsa em meio a processo de reestruturação
As ações PN da Azul, negociadas sob o ticker AZUL54, caem 33,29%, a R$ 2.268,00. O novo código corresponde a um lote padrão de 10 mil ações.
Na última terça-feira, a aérea firmou acordo com a Embraer para repactuar as encomendas firmes de aeronaves E195-E2, contratadas entre 2014 e 2018.
A quantidade de jatos caiu de 51 para 25 unidades. Isso aconteceu em meio ao plano de reestruturação da companhia, que acontece nos EUA.
No contexto da reestruturação, a empresa vai converter senior notes emitidas no exterior em participação acionária e, para isso, vai emitir um volume massivo de papéis.
Serão 723.861.340.715 ações ON, ao preço de R$ 0,00013527 cada, e 723.861.340.715 papéis PN, ao preço de R$ 0,01014509 cada.
Com a operação, espera-se grande diluição do patrimônio dos acionistas, alerta o Bradesco BBI.
Embraer cai após redução de encomendas da Azul
As ações da Embraer estão na lista das maiores baixas do Ibovespa nesta sexta-feira.
A Azul e a fabricante de aeronaves negociaram a redução das encomendas da aérea, que passa por um processo de recuperação judicial nos EUA (Chapter 11).
A quantidade de jatos E195-E2 que a Azul vai comprar da Embraer caiu de 51 para 25 unidades.
Há pouco, papel recuava 1,30%, negociado a R$ 88,73, mas na mínima, chegou a R$ 88,60.
Giro das 12h: Ibovespa recua com cenário eleitoral e agenda fraca
O Ibovespa perde os 160 mil pontos da abertura (160.456,19) e recua 0,43% (159.758,70), com a maioria de suas ações de peso em queda.
A sessão é de liquidez reduzida, típica de feriado e agenda esvaziada, transferindo a atenção ao cenário eleitoral doméstico.
O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou recentemente a candidatura de seu filho Flávio à Presidência, o que também ajuda a elevar dólar e juros.
Flávio é visto como um nome menos competitivo para enfrentar o presidente Lula.
Em NY, as bolsas operam estáveis (Dow Jones -0,03%; S&P 500 +0,06% e Nasdaq +0,00%), depois do recorde histórico do S&P 500.
O PIB americano forte do 3TRIi aumentou as dúvidas sobre o tamanho dos cortes de juros do Fed em 2026, mas há alguma recuperação das techs.
Os rendimentos dos Treasuries passaram a cair e o dólar reduziu os ganhos ante pares. O DXY é estável aos 97,951 pontos (+0,01%).
Contra o iene, o dólar sobe a 156,446/US$ (+0,36%) após a inflação ao consumidor de dezembro manter as expectativas de novo aperto monetário no Japão.
Aqui, depois de o real ter sido apoiado por dados mais fracos de inflação na primeira metade de dezembro, a moeda americana sobe frente à brasileira, a R$ 5,5378 (+0,12%).
O valor está mais perto da mínima, após máxima de R$ 5,5668, e os juros acompanham.