Abertura: Dólar e juros sobem em sessão fraca de fim de ano
A sessão promete volatilidade por causa da baixa negociação e remessas ao exterior típicas da época.
A agenda mais fraca transfere atenção à ata do Fed programada para amanhã, já que a decisão do FOMC de cortar as taxas em 25pb foi dividida, adicionando cautela.
Os investidores mantêm as expectativas de dois cortes de juros nos EUA em 2026 (CME).
Aqui, à tarde, o Tesouro divulga o resultado do Governo Central de novembro, seguido de coletiva do secretário Rogério Ceron. Já o Focus, mais cedo, não trouxe alterações maiores.
O DXY se estabiliza a 98,093 pontos (+0,07%), cedendo 0,19% frente ao iene, a 156,282/US$
Isso acontece após membros do BoJ acenarem com aumentos nas taxas de juros à frente, em meio a possibilidade de negociações salariais mais expressivas.
Contra o real, a moeda sobe a R$ 5,5795 (+0,63%), após máxima de R$ 5,5810, e um pouco acima do desempenho ante outros emergentes.
Os juros futuros oscilaram nas primeiras horas do pregão e há pouco subiam no miolo, na contramão dos rendimentos dos Treasuries.
Boletim Focus
Por Equipe Econômica PicPay
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 29 de dezembro, seguiu em linha com o que já havia sido observado na semana anterior, com o mercado promovendo apenas correções marginais em suas projeções dentro do horizonte relevante considerado na pesquisa. Destaque neste sentido para as revisões de baixa promovidas nas projeções mensais do IPCA, cuja expectativa do mercado aponta para variações de 0,38%, 0,36% e 0,53% para o intervalo que compreende os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Há um mês atrás, as projeções para este mesmo período eram de 0,47%, 0,42% e 0,55%.
Considerando o indicador como um todo, a expectativa do mercado é de que a inflação feche 2025 em 4,32% e 4,06% em 2026, resultados praticamente estáveis frente à semana anterior. Para 2027, ano que conta com o atual horizonte relevante da política monetária, as projeções seguiram em 3,80%.
As projeções de dólar sofreram elevação marginal, fechando em R$ 5,44 para 2025 e seguindo estáveis nos dois próximos anos. Estabilidade também foi um atributo amplamente visto nas projeções para o PIB, que não apresentou variações relevantes dentro do período abarcado pela pesquisa.
Por fim, vale destacar o comportamento da Selic, cuja projeção, embora siga em 12,25% para o final do ano que vem, sofreu revisões de baixa nos últimos dias, com a mediana dos últimos cinco dias da pesquisa apontando para uma projeção de 12,13%. Em se consolidando este movimento, a projeção para a Selic pode voltar para os 12%, mesmo patamar que havia sido projetado há quatro semanas.
Tensão geopolítica faz Ásia fechar sem direção única
A crise entre China e Taiwan dominou a expectativa dos investidores asiáticos nesta segunda-feira. As bolsas da região fecharam sem direção única após o exército chinês anunciar que realizará exercícios militares no entorno da ilha, num claro sinal de aviso às forças separatistas de Taiwan. Militares da China também criticaram o que chamam de interferências externas, referindo-se a EUA e Japão, no tema da crise com Taiwan.
No mercado, a tensão converteu-se em indicadores negativos em Shenzhen (-0,49%), Hong Kong (-0,71%) e Tóquio (-0,51%). Mas, em Xangai (+0,04%), Seul (+2,20%) e Taipé (+0,89%), as bolsas fecharam no positivo. (BDM Online)