Petróleo sobe firme com revés nas negociações de paz na Ucrânia e tensões no Oriente Médio
Após forte queda na última sessão (26/12), os contratos futuros de petróleo apresentaram recuperação relevante nesta segunda-feira, com os investidores céticos quanto a um possível acordo de paz entre Ucrânia e Rússia no curtíssimo prazo.
Trump chegou a anunciar que houve uma conversa “positiva” com Putin sobre o assunto, por telefone, mas as esperanças de entendimento sofreram um revés após a Rússia acusar a Ucrânia de tentar atacar a residência de Putin.
O presidente americano disse ter ficado “muito irritado” com suposto ataque, enquanto Zelensky classificou as acusações como uma “nova mentira”, alertando que Moscou pode usar isso como pretexto para ataques a prédios do governo em Kiev.
Enquanto isso, a produção de petróleo do Cazaquistão caiu cerca de 6% em dezembro, após drones ucranianos danificarem um terminal russo de exportação no Mar Negro.
O mercado monitora ainda os atritos entre EUA e Venezuela, além das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O contrato do Brent para fevereiro fechou hoje em alta de 2,14%, a US$ 61,94 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,36%, a US$ 58,08 por barril na Nymex.
Dólar segue em alta com demanda de remessas e caso Master no radar
O dólar à vista voltou a subir nesta segunda-feira, ainda pressionado pela demanda de remessas de lucro e dividendos de empresas neste fim de ano, enquanto os investidores monitoram o noticiário político, em particular a polêmica envolvendo a acareação do caso do Banco Master, solicitada pelo ministro do STF Dias Toffoli.
Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa devem depor à PF amanhã, às 14h, antes de acareação, que ainda pode ser cancelada, segundo o Valor.
O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, a R$ 5,5689, após oscilar entre R$ 5,5435 e R$ 5,5858. Às 17h02, o dólar futuro para janeiro subia 0,38%, a R$ 5,5680.
Lá fora, o índice DXY operava estável, aos 98,025 pontos. O euro caía 0,02%, a US$ 1,1768. E a libra subia 0,07%, para US$ 1,3509.
Ouro fecha em baixa de 4,6% com realização de lucros e exigências de garantias extras da CME
Após atingir recorde histórico de fechamento na última sexta-feira (26), os contratos futuros do ouro caíram forte hoje, com os investidores aproveitando para realizar lucros.
O movimento ganhou força, no entanto, após a notícia de que o CME Group passou a exigir que os operadores depositem recursos adicionais como garantia em suas posições para uma série de metais preciosos.
Conforme o WSJ, a CME elevou as exigências de margem para diversos contratos, como parte de uma “revisão normal da volatilidade do mercado”. A determinação entrou em vigor hoje.
O contrato do metal precioso para fevereiro fechou em baixa de 4,59% na Comex, cotado a US$ 4.343,60 por onça-troy.