Bolsas europeias fecham mistas com Irã e balanços no foco

As bolsas europeias fecharam mistas nesta 5ªF, em meio às esperanças contínuas de uma resolução iminente para a guerra dos EUA com o Irã, ainda que persistam sinais de atrito.

O petróleo sobe abaixo da marca de US$ 100, mas acima dos níveis pré-guerra, enquanto os investidores avaliam o impacto do prolongado fechamento do Estreito de Ormuz.

A temporada de resultados na Europa entra em ritmo acelerado, fornecendo uma perspectiva para avaliar como as empresas estão reagindo à guerra.

Entre os indicadores, a inflação na zona do euro foi mais rápida do que o previsto em março, atingindo 2,6%. No Reino Unido, o PIB de fevereiro (+0,5%) superou as previsões (+0,1%).

No fechamento: Londres +0,28%; Frankfurt +0,26%; Paris -0,11%; Stoxx 600 -0,06% (616,94).

Giro das 12h: Ibovespa devolve ganhos de olho nas perspectivas de acordo EUA-Irã

O Ibovespa devolveu os ganhos da abertura, quando a bolsa atingiu máxima de 198.586,57 pontos, com acordo de paz no Oriente Médio no radar dos investidores.

Há notícias de avanços em vários itens, à exceção das questões nucleares, que permanecem sem solução.

O petróleo sobe em torno de 2% a 3%, abaixo dos US$ 100 o barril, ajudando Petrobras (ON +3,20%; PN +2,88%), enquanto bancos e Vale inverteram o sinal. 

O índice cai agora 0,49%, aos 196.762,20 pontos, em linha com NY, onde as bolsas oscilam perto da estabilidade (Dow Jones -0,07%; S&P 500 +0,01% e Nasdaq +0,01%), depois da abertura em alta,.

Balanços estão no radar: PepsiCo sobe 3% após balanço melhor do que o esperado; Charles Schwab perde 4,79% com resultados decepcionantes, e Abbott recua 3,36% com previsão fraca.

O dólar volta ao nível dos R$ 5, a R$ 5,0092 (+0,34%), e os juros futuros acompanham a moeda e os rendimentos dos Treasuries.  O DXY avança 0,16% (98,214).

Abertura: Dólar opera estável e juros sobem antes do leilão e após IBC-Br

O dólar se mantém estável contra o real em R$ 4,9913 (-0,02%), no nível mais baixo em dois anos.

Já os juros futuros sobem, após o IBC-Br subir 0,6% em fevereiro e antes do leilão de prefixados desta 5ª feira.

O DXY sobe 0,12% (98,177) e os rendimentos dos Treasuries se estabilizam, após dados apontando mercado de trabalho resiliente nos EUA.

Os pedidos de auxílio-desemprego caíram a 207 mil, de 218 mil (revisados), abaixo da previsão de 215 mil.

Os EUA divulgam hoje os dados da produção industrial de março.

Espera-se que tanto a produção industrial quanto a produção manufatureira tenham registrado um pequeno aumento de 0,1%.

Se confirmado, esse resultado coroaria o maior crescimento trimestral da produção industrial em três anos. 

O investidor aguarda notícias sobre o acordo de paz entre os EUA e o Irã.

Apesar de alguns progressos, divergências persistem sobre o enriquecimento de urânio, mas as chances de estender a trégua melhoram o clima