Bolsas europeias recuam com balanços e decisões de BCs no radar

As bolsas europeias recuam nesta 4ªF, com os investidores avaliando uma série de balanços corporativos na região.

As ações do Deutsche Bank, por exemplo, registram queda, apesar do lucro recorde no 1TRI de 2,2 bilhões de euros. Por outro lado, os papéis do Santander avançam depois que o banco apresentou lucro operacional de 3,6 bilhões de euros.

As decisões de política monetária também estão no radar, com a expectativa de que Fed hoje e BCE e BoE amanhã mantenham suas taxas inalteradas.

Ao mesmo tempo, os mercados europeus seguem acompanhando a indefinição sobre as negociações de paz no Oriente Médio, que continua impulsionando as cotações do petróleo. Há pouco, a bolsa de Londres caía 0,65%; a de Frankfurt tinha leve baixa de 0,06% e a de Paris cedia 0,54%. Os índices STOXX 50 (-0,32%) e STOXX 600 (-0,34%) também recuavam.

Bolsas asiáticas fecham em alta apesar da incerteza sobre o Irã e a cautela com o Fed

As bolsas asiáticas fecharam em alta em meio às tensões contínuas entre EUA e Irã, que mantêm o petróleo elevado, antes da decisão do Fed e da bateria de balanços das Sete Magníficas.

O humor se fragilizou ontem por causa de uma reportagem do WSJ que revelou que a OpenAI não atingiu suas metas, o que reacendeu dúvidas sobre a sustentabilidade dos altos investimentos em IA.

A expectativa geral é de que o BC americano mantenha as taxas inalteradas, mas os mercados estarão mais atentos a orientações sobre o momento de um possível afrouxamento monetário, já que os riscos de inflação seguem elevados em meio ao choque de energia.

Os mercados japoneses fecharam por um feriado nacional.

Na China, Xangai subiu +0,71% e o Shenzhen, +1,96%; em Hong Kong, o Hang Seng ganhou +1,68%; em Taiwan, o Taiex subiu 0,55%, na Coreia, o Kospi, +0,75%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta chega com mercado sem convicção e petróleo acima de US$ 104 pressionando o cenário. O IPCA-15 veio abaixo do esperado, mas a composição pior limita alívio para o Banco Central. O Copom deve cortar 0,25 ponto com comunicado cauteloso, enquanto o Fed enfrenta o dilema entre choque de energia e atividade resiliente. Ibovespa caiu 0,51% aos 188 mil pontos e dólar ficou estável a R$ 4,98.