Abertura: Dólar cai e juros sobem com exterior
O dólar cai a R$ 5,3801 (-0,13%) em uma sessão mais fraca da moeda contra emergentes e de agenda mais esvaziada e petróleo fortalecido.
Os juros futuros sobem, antes do leilão de NTN-F com vencimento em 2037, em linha com os rendimentos dos Treasuries.
Entre os dados, a produção industrial no Brasil estagnou pelo segundo mês em novembro, ante expectativas de um aumento de 0,2%.
O índice do dólar DXY segura os 98 pontos (98,791), em alta de 0,11%, no aguardo que o payroll, amanhã, possa fazer o tira-teima do cenário.
Números de ontem apontarem vagas de emprego caindo mais do que o esperado em novembro e menos contratações nos EUA, ao mesmo tempo em que a atividade de serviços se recuperou.
Dois cortes de juros pelo Fed são esperados este ano.
O investidor também aguarda os pedidos semanais de auxílio-desemprego, hoje às 10h30
Outro ponto de atenção é a decisão da Suprema Corte americana sobre as tarifas de Trump.
Produção Industrial (PIM) – Nov/25
Por Departamento Econômico PicPay
A produção industrial registrou variação nula em novembro, estagnando após crescimento apenas marginal no mês anterior (+0,1%). Frente ao mesmo período do ano anterior, a produção industrial sofreu queda de 1,2%. O desempenho abaixo do esperado se justifica em boa medida pela queda de 2,5% do grupo de bens duráveis, cuja queda foi disseminada em vários de seus componentes, casos da produção de Móveis (-0,3%), Veículos automotores (-1,6%) e Outros equipamentos de transporte (-3,0%).
Embora relativamente esperada dentro da conjuntura atual, haja vista os efeitos do encarecimento do crédito via política monetária sobre segmentos como o de móveis e a reversão já esperada da produção de veículos após um mês de forte produção devido à troca de modelos, outros elementos na PIM sugerem um processo de desaceleração mais amplo em curso no setor.
Destaque neste caso para a também queda do segmento de intermediários. Embora conte com um elevado coeficiente de importação, a retração observada em setores em que o país possui capacidade de oferta doméstica satisfatória, como os produtos de madeira (-1,5%), sugere a existência de um arrefecimento da atividade ao longo da cadeia que pode catalisar a desaceleração observada em grupos de ponta, como os duráveis e não duráveis.
Prospectivamente, a expectativa é que o resultado de dezembro não apresente variações muito expressivas, com a indústria extrativa demonstrando maior potencial de recuperação conforme sinalizaram os dados da balança comercial, com as exportações do setor crescendo 53%. A contribuição do setor seja para o IBC-Br de novembro ou mesmo para o PIB do quarto trimestre, no entanto, deve ser reduzida, com o nível de atividade ainda fortemente dependente do setor de serviços para garantir um bom desempenho no ano.
Futuros de NY cedem no aguardo do payroll
Os futuros de NY caem nesta 5ªF, enquanto investidores se preparam para dados e avaliam os conflitos geopolíticos em curso. Há pouco os futuros de Dow Jones cediam -0,29%; os do S&P 500 -0,19% e os de Nasdaq -0,26%. Os indicadores da semana vieram mistos, mostrando um quadro no qual o emprego está pressionado e a atividade, aquecida. Amanhã, saem os números payroll de dezembro, que é esperado em 60 mil, após o crescimento totalizar 64 mil vagas em novembro.
Um crescimento mais fraco do que o esperado pode reforçar as expectativas de que o Fed possa começar a flexibilizar sua política monetária mais cedo em 2026. As tensões geopolíticas estão no foco, com os desdobramentos em torno da Venezuela. Os preços encontraram algum alívio após caírem por duas sessões consecutivas, em meio a preocupações de que um excesso de oferta global seja acentuado por um potencial aumento da produção na Venezuela.