Fechamento: Ibovespa sobe e retoma os 162 mil pontos com ajuda de Petrobras

O Ibovespa apresentou leve recuperação nesta quinta-feira, sustentado principalmente pelo avanço de Petrobras, apesar da pressão negativa da Vale e de alguns bancos. O índice fechou em alta de 0,59%, na máxima de 162.936,48 pontos, com giro de R$ 23,4 bilhões.

A disparada do petróleo impulsionou os papéis da estatal brasileira (ON +2,50%, a R$ 31,96; e PN +1,24%, a R$ 30,20), assim como outros do setor, como Brava – que liderou os ganhos do Ibovespa com +5,70% (R$ 17,05).

O ganho da bolsa só não foi maior em razão do peso da Vale, que recuou 0,97% (R$ 75,58), em dia no qual o minério caiu em Dalian (-0,37%) e os investidores optaram por realizar lucros em papéis do segmento, temendo uma intervenção chinesa nos preços.

O dólar à vista oscilou pouco e fechou estável diante do real, com leve alta de 0,04%, a R$ 5,3890.

Em NY, as bolsas terminaram a sessão novamente sem direção única, mas com tendência positiva majoritária e realização dos lucros recentes no índice Nasdaq. Os investidores aguardam o payroll, amanhã, enquanto avaliaram dados econômicos do dia.

Dow Jones subiu 0,55% (49.266,11). S&P500 ficou praticamente estável (+0,01%; 6.921,45). Nasdaq caiu 0,44% (23.480,02). Os retornos dos Treasuries avançaram.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,59% | 162.936,48 pts

▫️ DOW JONES: +0,55% | 49.266,11 pts

▫️ S&P500: +0,01% | 6.921,45 pts

▫️ NASDAQ: -0,44% | 23.480,02 pts

▫️ DÓLAR: +0,04% | R$ 5,3890

▫️ EURO: -0,26% | R$ 6,2763

▫️ BITCOIN: -0,22% | US$ 90.925,00

Juros curtos sobem antes do IPCA, enquanto longos recuam com primeiro leilão de prefixados do Tesouro neste ano

Os juros futuros repetiram nesta quinta-feira o cenário observado ontem, com curtos em alta e longos em queda, mas com oscilações moderadas.

Operadores atribuíram a alta na ponta curta a uma certa cautela na véspera da divulgação do IPCA fechado de 2025. Já a parte longa da curva refletiu o resultado do primeiro leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional neste ano.

Segundo o Valor, a estreia da NTN-F com vencimento em janeiro de 2037 pressionou as taxas mais cedo, mas os volumes praticados pelo Tesouro não assustaram os investidores e os juros futuros apagaram praticamente todo o avanço observado na primeira hora da sessão.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,725% (de 13,681% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,010% (12,994%); Jan/31 a 13,320% (13,346%); e Jan/33 a 13,500% (13,527%).

Petróleo sobe forte com tensões geopolíticas no radar, à espera do payroll

Os contratos futuros de petróleo terminaram o dia com forte valorização, revertendo parte das perdas verificadas recentemente, com os investidores de olho nas tensões geopolíticas e na expectativa quanto ao payroll americano, que sai amanhã.

Enquanto o governo dos EUA articula um plano abrangente para dominar a indústria petrolífera venezuelana, eclodem protestos no Irã, onde um apagão de internet foi relatado.

Ao contrário da Venezuela, o país ainda exporta cerca de 2 milhões de bpd e produz entre 3,2 e 3,5 milhões de bpd, o que representa um volume muito maior no mercado global do que os 0,5 milhão de bpd venezuelanos.

Em paralelo, crescem as incertezas sobre os próximos passos dos EUA para controlar a Groenlândia. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, tem reunião na semana que vem com autoridades dinamarquesas para discutir a questão.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 3,38%, a US$ 61,99 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 3,16%, a US$ 57,76 por barril na Nymex.