Dólar fica em cima do muro pelo terceiro dia seguido, sem avanço em acordo de paz no Oriente Médio
O dólar teve mais uma sessão – a terceira consecutiva – de indefinição, mantendo levemente abaixo dos R$ 5. O mercado segue à espera de uma definição sobre a guerra no Irã, que caminha para uma prorrogação do fim do prazo de cessar-fogo, marcado para próxima 3ªF (21).
“Estenderei o cessar-fogo com o Irã se achar necessário”, admitiu Trump em uma de suas declarações. “Acho que chegaremos a um acordo”, afirmou o presidente americano, acrescentando que o Irã teria concordado em entregar o urânio enriquecido no país.
Já a decisão de Israel e Líbano de adotar um cessar-fogo de 10 dias não fez preço no câmbio, com investidores duvidando da efetividade do acordo, que não conta com apoio do Hezbollah.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,01%, a R$ 4,9929, após oscilar entre R$ 4,9852 e R$ 5,0147.
Às 17h04, o dólar futuro para maio subia 0,05%, a R$ 5,0070. Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,15%, aos 98,205 pontos.
O euro caía 0,16%, a US$ 1,1780. E a libra perdia 0,24%, a US$ 1,3526.
Petróleo volta a subir forte e fica perto de US$ 100 o barril com incertezas sobre Ormuz
Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir forte nesta 5ªF, com o Brent muito perto de tocar novamente o patamar de US$ 100 o barril.
Segundo especialistas, o comportamento reflete os riscos persistentes em torno de um eventual acordo de paz entre EUA e Irã, ao passo que o Estreito de Ormuz permanece bloqueado.
Agora à tarde, Trump voltou a dar declarações otimistas, dizendo que um entendimento estaria “muito perto” e que uma nova reunião com os iranianos pode acontecer neste fim de semana.
Disse também que o país teria concordado com “quase tudo”, incluindo não ter armas nucleares. Arriscou inclusive comentar que, se um acordo for efetivamente fechado, talvez vá até o Paquistão para assiná-lo.
As sinalizações contrastam com a realidade de Ormuz, que segue fechado, inclusive um com bloqueio americano aos portos iranianos na região.
A imprensa internacional afirma que Washington e Teerã consideram uma prorrogação de duas semanas do cessar-fogo que termina no próximo dia 21 e, questionado, o presidente americano comentou que poderia fazer algo nesse sentido, “se achar necessário”.
No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu sobe 4,69%, a US$ 99,39 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio avançou 3,72%, a US$ 94,69 por barril na Nymex.
Giro das 15h: NY ensaia melhora com cessar-fogo no Líbano; petróleo beira os US$ 100
As bolsas em NY seguem voláteis nesta 5ª feira (Dow Jones +0,10%; S&P500 0,14%; Nasdaq +0,32%), mas mantêm o viés de alta nesta tarde.
Segundo o presidente Donald Trump, líderes de Israel e do Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias após as reuniões realizadas em Washington.
Por outro lado, não há avanços nas negociações entre os EUA e o Irã, o que leva o barril do petróleo a beirar novamente os US$ 100 (Brent/junho +5,10%, a US$ 99,77; WTI/maio +4,39%, a US$ 95,30).
Ganha força a avaliação de que o prazo do cessar-fogo no Irã, previsto para terminar no dia 21, poderá ser prorrogado.
Por aqui, prevalece o movimento de realização de lucros iniciado ontem (Ibovespa -0,50%, aos 196.755 pontos) em meio à incerteza externa.
A exceção fica por conta das petroleiras (Petrobras ON +4,43%; PN +3,60%; Prio ON +1,72%), que pegam carona no avanço da commodity.
O dólar à vista também passa por correção e retoma o patamar de R$ 5 (+0,20%, a R$ 5,0023).
Os juros futuros também apontam para cima em toda a curva (Jan/27 a 14,015%; Jan/33 a 13,555%).