Petróleo fecha em alta firme com tensões geopolíticas, após payroll
Os contratos futuros de petróleo tiveram mais um dia de alta expressiva. As tensões geopolíticas estiveram no centro das atenções mais uma vez, diante de novas ameaças de Trump ao Irã, em meio à escalada de protestos antigovernamentais no país gerando temores de interrupções na produção.
Outro foco são possíveis sanções adicionais aos compradores do produto russo – algo que vem sendo discutida no Congresso americano.
Na Ucrânia, um bombardeio russo deixou metade dos prédios residenciais de Kiev sem calefação em pleno inverno e o prefeito pediu que a cidade seja evacuada.
O dia teve ainda o relatório de emprego nos EUA (payroll) em dezembro, que veio abaixo do esperado, e os informes da Opep, de que a produção de petróleo em dezembro caiu 100 mil bpd em relação ao mês anterior, para 28,4 milhões de bpd; e da Baker Hughes, de que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA recuou de 412 para 409 na semana.
O contrato do Brent para março fechou em alta de 2,17%, a US$ 63,34 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 2,35%, a US$ 59,12 por barril na Nymex. Na semana, os desempenhos acumulados são de 4,26% e 3,14%, respectivamente.
Dólar fecha na contramão do exterior e cai diante do real, após payroll e IPCA
O dólar à vista recuou diante do real nesta sexta-feira, na contramão da valorização da moeda americana no exterior, com investidores mostrando maior apetite por risco após os dados de emprego do payroll nos EUA e de inflação medida pelo IPCA no Brasil.
Os números não alteraram as expectativas de manutenção do juros aqui e lá fora nas reuniões do Copom e do Fed neste mês. Mas o mercado segue atento à possibilidade de início do ciclo de afrouxamento em março pelo BC brasileiro e retomada dos cortes pelo BC americano em abril.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,43%, a R$ 5,3658, após oscilar entre R$ 5,3529 e R$ 5,3982. Na semana, a moeda recuou 1,10%. Às 17h02, o dólar futuro para fevereiro recuava 0,48%, a R$ 5,3935. Lá fora, o índice DXY subia 0,20%, para 99,127 pontos. O euro caía 0,20%, a US$ 1,1635. A libra recuava 0,22%, para US$ 1,3408. E o dólar subia 0,69% diante do iene, para 157,90 ienes/US$.
Ouro supera marca de US$ 4,5 mil e sobe 4% na semana com riscos geopolíticos e payroll
Os contratos futuros do ouro registraram alta firme nesta sexta-feira, rompendo a marca simbólica de US$ 4,5 mil por onça-troy, puxados pelo aumento dos riscos geopolíticos, considerando manifestações populares no Irã e a situação na Venezuela após o ataque americano, no fim de semana.
Além disso, Trump segue defendendo abertamente a anexação da Groenlândia.
Os investidores reagiram também à divulgação do relatório de emprego nos EUA (payroll) em dezembro, abaixo do esperado.
O contrato do metal precioso para fevereiro fechou com ganho de 0,90% na Comex, cotado a US$ 4.500,90 por onça-troy. No acumulado da semana, a valorização atinge 3,96%.