Coinbase pressiona Congresso, ETFs de Bitcoin perdem em torno de US$ 1,1 bi

Criptomoedas com melhor desempenho nas últimas 24h

Bitcoin (BTC) – variação 24h:  -0,09%

Ethereum (ETH) – variação 24h: 0,00%

Tether USDt (USDT) – variação 24h: 0,00%

BNB (BNB) – variação 24h: -1,49%

XRP (XRP) – variação 24h: -2,20%

SOLANA (Sol) – variação 24h: +1,83%

USDC (USDC) – variação 24h: -0,01%

Dogecoin (DOGE) – variação 24h: -3,76%

TRON (TRX) – variação 24h:  +1,30%

Cardano (ADA) – variação 24h: -4,98%

Atualização de 12/01/26 às 11h13 Fonte: [investing.com]

Principais notícias e indicadores

Resumo do mercado

O mercado cripto atravessa uma fase de ajuste institucional e tensão regulatória neste início de 2026. A Coinbase ameaça retirar seu apoio ao novo projeto de estrutura de mercado dos EUA para proteger suas receitas com recompensas de stablecoins. Paralelamente, os ETFs spot de Bitcoin enfrentam forte realização de lucros, com saídas de aproximadamente **US$ 1,3 bilhão** pressionando o preço para os US$ 90 mil.

No entanto, o apetite corporativo segue agressivo, liderado pela Strategy, que aportou US$ 1,25 bilhão em BTC. Enquanto isso, o sentimento de “medo” no Ethereum atinge níveis que, historicamente, precederam grandes ralis de recuperação.

Boletim Focus 

Por Departamento Econômico PicPay

Boletim Focus de2026 divulgado nesta segunda-feira, 12 de janeiro, foi o primeiro a deixar a base de 2025 para trás após a divulgação do IPCA de dezembro e apresentar as projeções de 2029 inseridas no sistema pelos participantes da pesquisa. A maior parte das mudanças se concentrou na revisão das projeções para 2026, com destaque para a inflação, que recuou para 4,06. Há quatro semanas atrás, a projeção era de 4,10%. Na métrica de coleta que leva em consideração apenas as projeções inseridas nos últimos cinco dias, a perspectiva do mercado é de um IPCA de 4% ao final deste ano.

Considerando o ano de 2027, atual fronteira do horizonte relevante da política monetária, as projeções par ao IPCA permaneceram em 3,80%, acima da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, que é de 3%.

No caso da Selic, a projeção do mercado permaneceu em 12,25%, mesmo patamar da semana anterior e com uma leve alta frente à projeção de quatro semanas atrás, quando o dado era de 12,13%. Da mesma forma que o IPCA, no entanto, houve um movimento de revisão mais intenso por parte do mercado nos últimos cinco dias, com a projeção apontando para um nível de juros de 12% ao final de 2026. A outra modificação na projeção de juros ocorreu apenas em 2028, com a Selic subindo de 9,5% para 9,88% no intervalo das últimas quatro semanas.

Abertura: Dólar cede globalmente com temores sobre a independência do Fed

A guerra de Trump contra Jerome Powell escalou com o Departamento de Justiça intimando o presidente do BC, em fim de mandato.

Ele será questionado a respeito de um depoimento dele ao Congresso sobre uma reforma nas instalações do Fed.

A crise reacendeu as preocupações sobre a independência do BC, derrubando o dólar ante pares e emergentes nesta 2ª feira, véspera da divulgação do CPI americano.

Powell classificou a ameaça do governo como pretexto para pressionar os cortes nas taxas de juros.

O DXY cai a 98,712 pontos (-0,42%) e, aqui, o dólar ensaiava uma leve alta a R$ 5,3709 (+0,10%), após bater mínima de R$ 5,3509.

Os juros futuros cedem em toda a curva, enquanto os rendimentos dos Treasuries tinham viés de alta há pouco.

Mais cedo, o Focus elevou as projeções para a Selic de 2028, de 9,75% a 9,88% e baixou as estimativas para a inflação de 2026 de 4,06% a 4,05%. As demais projeções foram mantidas.