Ouro rompe barreira de US$ 4,6 mil e bate recorde com pressão sobre Powell
Os contratos futuros do ouro bateram novos recordes nesta segunda-feira, com investidores buscando ativos seguros após o aumento da incerteza em relação à investigação criminal do governo Trump contra o presidente do Fed, Jerome Powell, envolvendo os gastos com a reforma de um prédio da instituição.
O líder do BC americano chamou a investida de “pretexto” para obter controle sobre a política monetária e forçar a queda dos juros.
Em outra frente, as tensões geopolíticas permaneceram elevadas, com Trump avaliando possíveis respostas à repressão violenta dos protestos no Irã, além dos desdobramentos da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e das pressões constantes para controlar a Groenlândia.
O contrato do metal precioso para fevereiro fechou em alta de 2,53% na Comex, cotado a US$ 4.614,70 por onça-troy.
Giro das 15h: Novo ruído entre Trump e Fed deixa mercado cauteloso em NY, antes do CPI
A nova intimidação de Trump contra o Fed, por meio de uma intimação do Departamento de Justiça a Jerome Powell sobre a reforma do prédio do BC americano, gera mal-estar nos mercados globais e deixa os investidores na defensiva nesse início de semana, cujo principal destaque será a divulgação do CPI, amanhã.
As bolsas não definem tendência e mostram oscilações tímidas (Dow Jones -0,09%; S&P500 +0,08%); Nasdaq +0,31%).
Por aqui, além da cautela com o cenário externo, os investidores também estão à espera da primeira pesquisa eleitoral deste ano, que a Quaest deve divulgar na quarta-feira.
O Ibovespa segue de lado (-0,04%, aos 163.300 pontos) e com volume mais fraco do que nos últimos dias (projetando menos de R$ 17 bilhões).
O dólar à vista mostra leve alta (+0,07%, a R$ 5,3698) e os juros futuros apontam para baixo (DI Jan/27 a 13,740%; Jan/33 a 13,465%).
Gol dispara e lidera altas da bolsa após laudo sobre OPA
As ações PN da Gol lideram as altas da B3, com ganho de 53,44%, negociadas a R$ 9,59.
Na noite de sexta-feira, a aérea divulgou o laudo de avaliação que servirá de referência para a oferta pública de aquisição (OPA) de ações da companhia.
A OPA faz parte do processo de incorporação pela Gol Linhas Aéreas e vai culminar no fechamento de capital da empresa.
Com base na metodologia de fluxo de caixa descontado, o documento indica o valor de R$ 10,13 por lote de mil ações PN (GOLL54).
Esse valor, porém, é apenas um parâmetro, já que o preço final da OPA será divulgado no edital, que deve ser publicado nas próximas semanas.