Juros futuros passam por correção, enquanto investidor aguarda novos dados de atividade

Os juros futuros devolveram prêmios recentes nesta segunda-feira, especialmente no miolo da curva, em uma sessão de baixa liquidez e sem novidades na agenda econômica doméstica, após o IPCA de 2025, divulgado na sexta-feira, ter ficado dentro do teto da meta.

O mercado aguarda nova rodada de indicadores nesta semana: o volume de serviços, as vendas no varejo e o IBC-Br de novembro.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,730% (de 13,758% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,995% (13,063%); Jan/31 a 13,285% (13,357%); e Jan/33 a 13,450% (13,520%).

Petróleo sobe com escalada das tensões no Irã

Os contratos futuros de petróleo abriram a semana em alta, ampliando os ganhos expressivos da sexta-feira, com o Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, voltando ao foco dos investidores em meio às tensões entre EUA e Irã.

Trump avalia possíveis respostas à repressão violenta dos protestos no país, que pode retaliar com interrupções na produção. Cortes também podem acontecer na Rússia, após novos ataques ucranianos. Além disso, Cuba não receberá mais petróleo venezuelano, segundo o presidente americano.

Em outra frente, o mercado monitora os desdobramentos da investigação criminal anunciado pelo DoJ contra o presidente do Fed, Jerome Powell, envolvendo os gastos com a reforma da sede da instituição, além das pressões constantes do governo americano para tentar controlar a Groenlândia.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 0,83%, a US$ 63,87 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 0,64%, a US$ 59,50 por barril na Nymex.

Dólar tem leve alta à espera de pesquisa eleitoral, enquanto mercado monitora nova crise entre Trump e o Fed

O dólar à vista terminou perto da estabilidade diante do real, descolado do exterior, onde a moeda americana perdeu valor frente ao pares em meio à nova polêmica envolvendo Trump e o Fed.

O presidente do BC americano, Jerome Powell gravou um vídeo para denunciar a nova tentativa de intimidação e pressão pelo corte de juros, desta vez por meio do Departamento de Justiça, que o intimou em uma ação criminal sobre a reforma do prédio do Fed.

Ex-presidentes do Fed também manifestaram preocupação com o que classificaram de “tentativa sem precedentes de usar um ataque de natureza judicial para minar a independência” do Fed.

Por aqui, a expectativa de divulgação de nova pesquisa eleitoral na próxima quarta-feira manteve o câmbio “travado” hoje, assim como outros ativos de risco domésticos.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,12%, a R$ 5,3725, após oscilar entre R$ 5,3509 e R$ 5,3859. Às 17h01, o dólar futuro para fevereiro caía 0,07%, a R$ 5,3980.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,27%, para 98,866 pontos. O euro subia 0,31%, para US$ 1,1670. A libra ganhava 0,46%, a US$ 1,3464. E o iene recuava 0,13%, a 158,14 ienes/US$.