Petróleo sobe com instabilidade no Irã

O petróleo sobe com possíveis interrupções no fornecimento do Irã superando a perspectiva de aumento da oferta da Venezuela. A instabilidade no Irã adicionou entre US$ 3 a US$ 4 por barril ao prêmio de risco geopolítico: o WTI/fev sobe a US$ 60,34 (+1,41%) e o Brent/mar, a US$ 64,71 (+1,32%). Um dos maiores produtores da Opep, o Irã enfrenta grandes manifestações antigovernamentais. Ontem, Trump ameaçou com tarifa de 25% sobre transações com os EUA qualquer país que faça negócios com o Irã. Os mercados também estão lidando com o possível aumento da oferta na Venezuela.

As empresas globais de comercialização de petróleo emergiram como as primeiras vencedoras na corrida para controlar os fluxos de petróleo bruto venezuelano, ultrapassando os EUA. Também as forças russas lançaram ataques contra as duas maiores cidades da Ucrânia nesta madrugada. Além disso, os ataques de Trump ao Fed aumentaram as incertezas sobre as condições econômicas futuras e a demanda pelo petróleo.

Ações europeias cedem antes do CPI e de olho na geopolítica

As bolsas europeias caem com investidores de olho nos eventos no Irã, onde protestos generalizados contra as autoridades clericais no poder foram recebidos com violência e relatos de pesadas baixas, enquanto as forças de segurança tentavam retomar o controle. A agenda europeia está praticamente vazia hoje, então o foco está nos dados de inflação ao consumidor nos EUA, o último dado importante que o Fed precisa analisar antes de sua reunião de janeiro.

Sobre o corporativo europeu, a Lindt & Sprüngli afirmou que suas vendas cresceram um pouco mais de 12,4% organicamente em 2025, superando as expectativas do mercado, com um fabricante de suíça de chocolates sendo beneficiado pelos preços mais altos do cacau. Londres perde -0,06%; Frankfurt -0,20% e Paris -0,46%.

Ásia fecha mista: China cai e Japão bate recorde após volta de feriado

As bolsas de valores asiáticas terminaram o pregão de de hoje de forma mista com queda nas praças chinesas e com alta significativa na bolsa de Tóquio. O índice Nikkei voltou do feriado batendo recorde de movimentação e com alta de +3,13%.

Especula-se que a primeira-ministra Sanae Taikachi poderá dissolver o parlamento e convocar novas eleições, o que poderia resultar em um parlamento mais fiscalista. Também em Seul, o índice Kospi subiu +1,47%, oitavo recorde consecutivo em pontuação. Hong Kong (+0,90%) e Taipé (+0,46%) foram as outras praças que fecharam no terreno positivo.

Na contramão, as bolsas chinesas não acompanharam o otimismo das demais e terminaram a sessão em queda (Xangai, -0,64% e Shenzhen -1,38%). (BDM Online)