Vai rolar: Dia fraco tem Fed boys

[17/04/26] O cenário de guerra segue sem desfecho claro, embora Trump tenha tentado animar o mercado com o acordo entre Israel e Líbano e a sinalização de um novo encontro com o Irã já no fim de semana — hipótese que não foi confirmada pelo Paquistão.

Com a agenda fraca de indicadores, o noticiário corporativo ganha protagonismo. Em Nova York, a Netflix caiu 8% após decepcionar no guidance, apesar de resultados acima do esperado.

Aqui, os investidores repercutem o relatório de produção e vendas da Vale, divulgado ontem à noite, além da eleição de Guilherme Mello para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, em AGO realizada nesta quinta-feira.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Fechamento: Ibovespa tem nova correção e fica abaixo dos 197 mil pontos, apesar do ganho de Petrobras; dólar segue abaixo de R$ 5

Em um novo pregão bastante volátil, o Ibovespa apresentou leve baixa nesta 5ªF, pelo segundo dia consecutivo.

O índice se descolou de NY e fechou com perda de 0,46%, aos 196.818,59 pontos e giro de R$ 30,3 bilhões. Entre as blue chips, o movimento de realização de lucros não alcançou a Petrobras (ON +4,19%, a R$ 53,66; e PN +3,60%, a R$ 48,58), que seguiu a forte alta do petróleo em meio a incerteza sobre a guerra no Irã.

Os papeis responderam pelas maiores altas do indicador, com outra petrolífera, a Prio (+1,68%; R$ 64,25) em terceiro.

A Vale, em contrapartida, teve queda firme (-1,13%; R$ 87,44), ignorando o ganho expressivo do minério de ferro (+3,10%), em dia no qual divulgará (logo mais) seu relatório de produção e vendas relativo ao 1TRI.

Os principais bancos também recuaram em maioria, exceção feita a Bradesco PN (+0,24%; R$ 20,85) e units do BTG (+0,02%; R$ 64,34). As units do Santander caíram 0,73% (R$ 31,45), BB -0,49% (R$ 24,28) e Itaú PN -0,13% (R$ 46,98).

Assaí liderou as perdas do Ibovespa com -8,86% (R$ 9,26), seguida de Renner (-3,53%; R$ 15,05) e RD Saúde (-3,37%; R$ 23,25).

O dólar fechou quase estável (+0,01%), a R$ 4,9929.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,46% | 196.818,59 pts

▫️ DOW JONES: +0,24% | 48.578,72 pts

▫️ S&P500: +0,26% | 7.041,28 pts

▫️ NASDAQ: +0,36% | 24.102,70 pts

▫️ DÓLAR: +0,01% | R$ 4,9929

▫️ EURO: -0,17% | R$ 5,8827

▫️ BITCOIN: +0,73% | US$ 75.377,00

Juros futuros avançam com declarações hawkish de Picchetti e leilão de prefixados

Os juros futuros fecharam em alta nesta 5ªF, especialmente entre os vencimentos curtos e intermediários, com investidores reagindo a declarações de Paulo Picchetti e ao leilão de prefixados do Tesouro.

Ao comentar sobre os efeitos da guerra, durante evento do Itaú em Washington, Picchetti disse que “se ficar claro que os riscos aumentaram, o orçamento total do ciclo [de afrouxamento monetário] com certeza pode ser impactado”.

Já no leilão, o Tesouro vendeu toda a oferta de 28 milhões de LTN e 7 milhões de NTN-F, o que marcou o quinto maior risco adicionado ao mercado em dólares em emissões de títulos prefixados desde 2003, de acordo com cálculos da Necton Investimentos obtidos pelo Valor.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,045% (de 13,953% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,490% (13,340%); Jan/29 a 13,335% (13,212%); Jan/31 a 13,415% (13,344%); e Jan/33 a 13,515% (13,476%).