Juros futuros fecham mistos após volume de serviços e CPI
Os juros futuros fecharam mistos e com oscilações contidas nesta terça-feira. As taxas curtas apontaram para baixo, após o volume de serviços em novembro mostrar queda de 0,1%, contrariando a previsão de leve alta de 0,1%, após avanço de 0,3% em outubro.
O dado reforça a avaliação de que o Copom pode iniciar os cortes da Selic em março.
Já as taxas longas acompanharam o movimento do dólar, diante do CPI americano em dezembro, que subiu 0,3%, em linha com o esperado, o que colabora para que o Fed mantenha os juros inalterado pelo menos até junho.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,695% (de 13,736% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,990% (13,000%); Jan/31 a 13,300% (13,288%); e Jan/33 a 13,490% (13,450%).
Petróleo sobe forte com tensões no Irã e atinge maior patamar desde o fim de 2025
Os contratos futuros de petróleo registraram mais um dia de forte alta, a exemplo do fim da semana passada, contabilizando quatro sessões consecutivas de ganhos.
O movimento hoje ganhou força após Trump cancelar reuniões com o Irã e dizer aos manifestantes do país que a ajuda “estava a caminho”. O Irã é membro da Opep e um dos principais produtores de petróleo bruto, o que traz preocupações sobre uma eventual interrupção no fornecimento em razão da instabilidade política. As forças de segurança do país reprimiram manifestações em larga escala, com centenas de mortos, segundo relatos de ONGs.
Ontem, Trump afirmou que qualquer país que faça negócios com o Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais com os EUA.
Em paralelo, os investidores monitoram os desdobramentos da crise na Venezuela e os ataques mútuos entre Rússia e Ucrânia.
O contrato do Brent para março fechou em alta de 2,50%, a US$ 65,47 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 2,77%, a US$ 61,15 por barril na Nymex. Trata-se do maior nível do Brent desde setembro de 2025, e o maior do WTI desde outubro do mesmo ano.
Dólar tem alta modesta e respeita os R$ 5,40
O dólar à vista seguiu a tendência de alta da moeda americana no exterior após o CPI de dezembro nos EUA, mas registrou ganho modesto diante do real nesta terça-feira, repetindo a tendência vista nos últimos dias, de poucas oscilações, e respeitando o novo “teto” do câmbio neste ano, de R$ 5,40.
A inflação americana subiu 0,3% em dezembro, em linha com as projeções, enquanto o núcleo teve alta de 0,2%, abaixo do 0,3% esperado, o que reforça a avaliação do mercado de que o Fed só voltará a cortar juros em junho.
Por aqui, o mercado segue à espera de nova pesquisa eleitoral que o instituto Quaest deve divulgar nesta quarta-feira.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 5,3759, após oscilar entre R$ 5,3649 e R$ 5,3940. Às 17h01, o dólar futuro para fevereiro caía 0,07%, a R$ 5,3975.
Lá fora, o índice DXY subia 0,27%, para 99,125 pontos. O euro caía 0,18%, a US$ 1,1647. A libra recuava 0,26%, a US$ 1,3433. E o iene perdia 0,64%, a 159,11 ienes/US$.