No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que tensões geopolíticas envolvendo o Irã e ruídos institucionais nos EUA elevaram o petróleo, com o WTI a US$ 61,15 e o Brent a US$ 65,47. Bolsas de NY caíram e o dólar se fortaleceu globalmente. No Brasil, o Ibovespa recuou 0,72% a 161 mil pontos, enquanto o real ficou estável a R$ 5,37. Hoje, destaque para PPI e vendas no varejo nos EUA e fluxo cambial semanal no Brasil.
Vai rolar: Dia tem Livro Bege e PPI nos EUA e pesquisa eleitoral e de avaliação do governo Lula
[14/01/26] A balança comercial da China, divulgada nesta terça-feira, abre o dia dos mercados globais, enquanto investidores aguardam os balanços do BofA, Citi e Wells Fargo antes do pregão em NY, após decepção com JPMorgan, que caiu 4%.
Ainda nos Estados Unidos, saem o PPI, vendas no varejo e o Livro Bege, que não devem mudar as expectativas de queda do juro apenas em junho. As incertezas sobre a independência do Fed e as tensões geopolíticas mantêm a cautela, com Trump sinalizando ataque iminente ao Irã.
No Brasil, os resultados da primeira pesquisa eleitoral Quaest de 2026 estão previstos para 10h, com a avaliação do governo Lula e as chances dos candidatos ao Planalto. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores ▪️ 09h00 – IBGE: Pesquisa Industrial Mensal – Regional de novembro ▪️ 10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: Índice de Preços ao Produtor (PPI) de novembro ▪️ 10h30 – EUA/Deptº do Comércio: vendas no varejo de novembro ▪️ 12h00 – EUA/NAR: vendas de moradias usadas de dezembro ▪️ 12h30 – EUA/DoE: estoques de petróleo da semana até 9/1 ▪️ 14h30 – BC: Fluxo cambial semanal ▪️ 16h00 – EUA/Fed: Livro Bege ▪️ 22h00 – Coreia do Sul/BOK: Decisão de política monetária
Eventos ▪️ EUA: Suprema Corte pode divulgar decisão sobre tarifas de Trump ▪️ 10h00 – Genial/Quaest publica pesquisa eleitoral e de avaliação do governo ▪️ 14h00 – EUA: Neel Kashkari (Fed/Minneapolis) participa de fórum ▪️ 16h10 – EUA: John Williams (Fed/NY) discursa em abertura de evento institucional
Balanços ▪️ EUA/antes da abertura: Bank of America, Citigroup e Wells Fargo
Fechamento: Ibovespa cai em linha com aversão global ao risco, apesar do avanço de Petrobras
O Ibovespa terminou o dia em baixa, seguindo o clima global de aversão ao risco, em meio à escalada das tensões no Irã – com a possibilidade de intervenção americana diante da repressão pelos protestos populares contra o governo. De pano de fundo, causa ruído também as renovadas preocupações quanto à independência do Fed.
O índice fechou com perda de 0,72%, aos 161.973,05 pontos, com giro de R$ 24,9 bilhões.
A perda só não foi maior graças à disparada de Petrobras (ON +3,41%, a R$ 33,04; e PN +2,57%, a R$ 31,14), cujas ações figuraram entre as maiores altas do Ibovespa, seguindo o comportamento do petróleo, diante dos riscos de interrupção na produção de Teerã.
Vale foi na contramão do minério e avançou +0,82% (R$ 75,35).
O dólar à vista seguiu a tendência de alta da moeda americana no exterior, mas registrou ganho modesto diante do real, fechando em leve alta de 0,06%, a R$ 5,3759.
Por sua vez, as bolsas em NY terminaram a sessão no vermelho, após os recordes da véspera. No noticiário econômico, o CPI de dezembro reforçou as apostas do mercado de corte de juros em junho.
Dow Jones caiu 0,80% (49.191,99). S&P500 cedeu 0,19% (6.963,71). Nasdaq baixou 0,10% (23.709,87). Já os retornos dos Treasuries ficaram mistos.