MRV registra o pior desempenho do Ibovespa após divulgar dados operacionais

Os papéis da MRV registram o pior desempenho do Ibovespa, com perda de 6,96%, negociados a R$ 7,49.

A companhia teve R$ 2,8 bilhões em VGV nos lançamentos do segmento de incorporação nacional no 4TRI, queda de 3% na comparação anual, mas alta de 21% ante o 3TRI, segundo prévia operacional.

Casas de análise destacaram pontos diferentes do relatório da construtora.

O Citi destacou a boa geração de caixa ajustada para operações no Brasil, mas lembrou a queima de caixa de US$ 27 milhões da subsidiária nos EUA.

Para o Bradesco BBI, o desempenho operacional superou as expectativas no 4TRI, com robusta geração de caixa.

Para o Itaú BBA, os resultados operacionais do 4TRI foram positivos, com destaque para a geração de caixa, item que ficou abaixo das projeções da XP.

TIM lidera altas com boas perspectivas de casas de análise

As ações da TIM lideram as altas do Ibovespa, com ganho de 3,89%, negociadas a R$ 22,71. Casas de análise divulgaram relatórios com boas expectativas para a tele.

A XP espera receita líquida de R$ 6,9 bilhões no 4TRI, com crescimento de 4,7% do faturamento com serviços móveis. A companhia divulga seus resultados em 10 de fevereiro.

Já o BTG destaca a disciplina de custos como principal alavanca da TIM no trimestre.

O banco projeta Ebitda de R$ 3,6 bilhões (+8%) e fez projeções também para este ano, com expectativa de que as do setor devem crescer em linha ou ligeiramente acima da inflação neste ano.

O BTG projeta expansão da margem Ebitda e estabilidade nos números de investimentos (Capex).

Giro das 12h: Ibovespa avança com ações de peso e pesquisa eleitoral

O Ibovespa sobe aos 163.822,77 pontos (+1,14%), na máxima do dia, apoiado por ações ligadas a commodities (Petrobras ON +3,06% e PN +2,38%; Vale +1,66%).

A recuperação dos bancos (Itaú +0,84%; Bradesco PN +0,88%) também dá suporte ao índice.

Pesquisa Genial/Quaest mostra vitória de Lula, com a diferença diminuindo contra adversários.

O Ibov se descola de NY, que cede (Dow Jones -0,41%; S&P 500 -0,85% e Nasdaq -1,35%) em meio a dados econômicos e resultados do setor financeiro.

Os indicadores de varejo e inflação ao produtor publicados hoje, assim como o CPI ontem, corroboraram visão de dois ou três cortes nas taxas de juros este ano.

O país vive um cenário de desinflação e mercado de trabalho mais enfraquecido, com perspectiva de gastos robustos das famílias.

Já os balanços dos bancões norte-americanos vieram mistos, com Wells Fargo (-4,63%) apresentando resultados aquém das estimativas de lucro e receita.

Por outro lado, BofA (-4,01%) e Citi (-2,48%) superaram as expectativas, um dia após JPMorgan (-1,05%) decepcionar.

Além disso, questões ligadas ao Irã e a decisão sobre tarifas seguem no radar. 

O dólar oscilou muito pela manhã, entre R$ 5,4232 e R$ 5,3597, acompanhado pelos juros futuros. Há pouco era estável a R$ 5,3760 (+0,00%).

O índice do dólar mantém-se perto do nível dos 99 (98,968), em queda de -0,17% enquanto os rendimentos dos Treasuries caem.