Petróleo atinge maior patamar desde outubro com acirramento das tensões entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo seguem em alta e hoje atingiram o maior nível desde outubro de 2025, com os investidores reagindo ao aumento das tensões entre EUA e Irã.

Teerã segue reprimindo com violência os protestos populares e ameaçou responder de forma dura a uma eventual intervenção americana. Uma escalada no conflito pode bloquear o Estreito de Ormuz, importante canal de escoando da commodity.

Do ponto de vista de mercado, o DoE informou hoje um aumento em 3,4 milhões de barris nos estoques de petróleo do EUA na semana encerrada em 9 de janeiro, para 422,4 milhões de barris. O resultado contrariou a expectativa do mercado, cujo consenso apontava para uma queda de 1,4 milhão de barris.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 1,60%, a US$ 66,52 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 1,42%, a US$ 62,02 por barril na Nymex.

Ouro volta a subir e renova recordes com risco geopolítico no radar

Após a leve queda de ontem, o ouro retomou a trajetória de alta nesta quarta-feira e renovou marcas históricas. O comportamento segue a tendência de busca por ativos seguros em meio ao avanço dos riscos geopolíticos, sobretudo diante de uma possível intervenção dos EUA no Irã – que segue reprimindo com violência os protestos populares.

Diante de uma possível investida americana, Teerã ameaçou responder de forma decisiva e afirma estar mais preparado do que estava durante a guerra de 12 dias, em junho de 2025. De pano de fundo, o mercado monitora as negociações dos EUA com autoridades sobre o futuro da Groenlândia, desejada por Trump.

À CNBC, Daniel Casali, da Evelyn Partners, disse que um dos fatores que impulsionam a alta do metal preciso é o “nacionalismo de recursos”, com os EUA e a China buscando obter vantagem por meio do controle de recursos essenciais.

O contrato do ouro para fevereiro fechou em alta de 0,80% na Comex, cotado a US$ 4.635,70 por onça-troy (novo recorde), após bater nova máxima intradia, a US$ 4.650,10.

Giro das 15h: Ibovespa avança com ajuda de Vale e Petrobras após pesquisa

O Ibovespa opera em alta (+1,10%, aos 163.757 pontos) nesta quarta-feira, impulsionado pelas blue chips de commodities: Vale ON (+3,22%), Petrobras ON (+3,90%) e PN (+2,95%).

O mercado doméstico também repercute a pesquisa Genial/Quaest, que mostra vitória de Lula, mas redução da vantagem que o presidente mantinha sobre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

O dólar à vista segue em alta (+0,23%, a R$ 5,3884), descolado do exterior, onde a moeda americana recua diante dos pares (-0,08%, aos 99,050 pontos. Os juros futuros também apontam para cima (Jan/27 a 13,740%; Jan/33 a 13,515%).

Em NY, as bolsas operam no vermelho (Dow Jones -0,56%; S&P500 -1,08%; Nasdaq -1,61%), com investidores reagindo aos balanços mais fracos do setor financeiro (Citi -4,72%; Wells Fargo -5,35%; BofA -4,88%) e também cautelosos com o quadro de tensão geopolítica com o Irã.