Giro das 12h: Petrobras pesa enquanto bancos e Vale limitam perdas do Ibovespa
Bancos (Itaú +0,51%; Bradesco PN +0,70%) e Vale (+0,71%) limitam perdas do Ibovespa, fazendo contraponto à baixa de Petrobras (ON -1,49% e PN -1,28%), que segue o petróleo.
A commodity derrete mais de 4% com alivio sobre o Irã e aumento dos estoques americanos.
Há pouco o índice paulista cedia 0,11% (164.969,19), enquanto NY sobe (Dow Jones +0,31%; S&P 500 +0,49% e Nasdaq +0,85%).
A TSMC reportou aumento de 35% no lucro do 4TRI , ajudando a reavivar a confiança no longo prazo para a IA.
Após balanços, Goldman Sachs sobe 1,25%; Morgan Stanley avança3,12% e BlackRock tem ganho de 4,47%.
Entre os dados do dia, o varejo no Brasil apontou o ritmo de expansão mais acentuado em quase dois anos, apoiando a alta dos juros, que oscilaram pela manhã.
Já o dólar fez máxima de R$ 5,4050 e mínima de R$ 5,3804 e há pouco cedia 0,15%, a R$ 5,3925, em correção.
A moeda sobe ante a maioria dos pares e emergentes e o DXY avança no patamar dos 99,480 (+0,35%).
Já os rendimentos dos Treasuries se recuperam, em meio a novas evidências de um mercado de trabalho estável.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA ficaram bem abaixo das expectativas, corroborando a visão do Fed de juros estáveis por mais tempo.
Abertura: Dólar cai e juros acompanham após varejo forte
O dólar cai perto da mínima do dia (R$ 5,3804) frente ao real, a R$ 5,3814 (-0,36%), em um movimento de correção, ajudando a deixar os juros futuros perto do ajuste.
As taxas reagiram pontualmente em alta ao maior crescimento em quase 2 anos das vendas do varejo em novembro no Brasil, na comparação com outubro.
Os dados mostraram alta de 1% das vendas, de aumento de 0,5%, superando as estimativas de que subiriam 0,3%.
O dólar sobe ante pares e emergentes e os rendimentos dos Treasuries estão levemente em alta.
O DXY se mantém no nível dos 99 pontos, a 99,247 (+0,11%).
A moeda se recupera das perdas provocadas por preocupações com a independência do BC norte-americano.
Isso acontece após Trump descartar demissão de Powell antes de dizer que era “cedo demais” para revelar o que faria.
Dados de inflação e varejo dos EUA, além do Livro Bege do Fed, descartaram flexibilização monetária mais cedo.
O euro cede a US$ 1,16227 (-0,19%), com a incerteza sobre a Groelândia, e o iene se desvaloriza, a 158,565/US$, com as a perspectiva de uma política fiscal expansionista no Japão.
Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) – Nov/25
Por Departamento Econômico PicPay
As vendas no varejo registraram crescimento de 1% no comparativo mensal em novembro, acelerando frente à alta de 0,5% observada no mês anterior. Em seu conceito ampliado, que agrega as vendas de veículos, material de construção e alimentos e bebidas no atacado, o indicador cresceu 0,7%, desacelerando levemente na comparação com o mês de outubro, quando houve alta de 1% nas vendas do setor.
O bom desempenho do período se deve ao efeito positivo dos descontos oferecidos durante a Black Friday sobre diversas categorias do comércio, impulsionando o volume de vendas de categorias como móveis e eletrodomésticos (+2,3%), artigos farmacêuticos e de perfumaria (+2,2%) e equipamentos de informática e comunicação (+4,1%). A ocorrência da Black Friday pode ser observada ainda na alta de 1% da receita nominal do setor, reflexo da combinação entre preços relativamente mais baixos e ganhos em termos de volume de vendas.
Vale destacar também a alta de 1% do grupo de hiper e supermercados, ainda beneficiado pela inflação relativamente baixa dos alimentos, movimento que deve se dissipar gradualmente nos meses subsequentes, especialmente nas medições do início de 2026, quando a pressão sobre o IPCA de alimentos aumenta.
Projetamos uma alta de 0,2% para a PMC de dezembro, fechando 2025 em 1,8%. A desaceleração na comparação mensal se justifica pela devolução estatística parcial dos grupos que apresentaram crescimento mais agudo em novembro, bem como um efeito composição que tende a privilegiar os grupos de hiper e supermercados e combustíveis e lubrificantes, cujo consumo costuma acelerar no período por questões sazonais relacionados às festividades de fim de ano.