Petróleo desaba mais de 4% com fim do prêmio de risco EUA-Irã

Após engatar cinco sessões consecutivas de ganhos, atingindo ontem o maior patamar deste outubro passado, os contratos futuros de petróleo despencaram nesta quinta-feira.

O movimento acompanha a retirada do prêmio de risco que havia sido embutido diante de uma possível intervenção militar dos EUA no Irã, o que poderia interromper a produção do país membro da Opep.

O Financial Times noticiou hoje que diversos governos árabes avaliam que a tensão na região diminuiu, com Trump tendo dito ter recebido garantias de que não haveria execuções. Com isso, voltou ao radar dos investidores o horizonte de possível aumento da oferta em um mercado já com excedentes.

O contrato do Brent para março fechou em baixa de 4,15%, a US$ 63,76 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro recuou 4,56%, a US$ 59,19 por barril na Nymex.

Ouro tem leve queda com realização de lucros e alívio no campo geopolítico

Após os recordes de ontem, o ouro fechou em leve baixa nesta quinta-feira, em um movimento de realização de lucros.

A diminuição nas tensões entre EUA e Irã e a alta do dólar (DXY + 0,17% há pouco) contribuíram para o comportamento.

Em outra frente, Trump descartou a demissão de Powell em virtude de ser alvo de investigação criminal – pelo menos até agora -, o que trouxe certo alívio aos investidores.

O contrato do ouro para fevereiro fechou baixa de 0,26% na Comex, cotado a US$ 4.623,70 por onça-troy.

Giro das 15h: Ibovespa firma alta e NY se recupera com bancos, após alívio nas tensões geopolíticas

O Ibovespa (+0,29%, aos 165.618 pontos) ampliou os ganhos e renovou sua máxima histórica (165.743) há pouco, impulsionado pelos bancos (Itaú PN +1,34%; Bradesco PN (+2,38%) e ajudado também por Petrobras ON (-0,70%) e PN (-0,38%), que se afastaram das mínimas registradas mais cedo por causa da forte correção do petróleo (Brent/março -4,42%, a US$ 63,58).

O dólar à vista (-0,66%, a R$ 5,3651) mais uma vez respeitou o teto de R$ 5,40 observado desde o início do ano e passou a cair, apoiado pelo maior apetite global por risco com a redução das tensões geopolíticas, especialmente em relação ao Irã.

Esse clima favorável também ajuda Wall Street (Dow Jones +0,77%; S&P500 +0,61%; Nasdaq +0,80%), com a recuperação de techs e bancos, após Morgan Stanley (+5,91%) e Goldman Sachs (+4,45%) apresentarem balanços melhores que o esperado.

Já os juros futuros seguem na contramão dos demais mercados domésticos e apontam para cima (DI Jan/27 a 13,765%; Jan/29 a 13,090%), depois do dado forte de vendas no varejo (+1,0% em novembro) colocar dúvida sobre a possibilidade de o Copom iniciar os cortes da Selic em março.