Vai rolar: Semana termina com IBC-Br
[16/01/26] O mercado gostou de ver que o BC não se dobrou às pressões e anunciou a liquidação extrajudicial da Reag, envolvida nas investigações do banco Master, numa prova de que continua fazendo o que tem que fazer, atuando de forma técnica. O noticiário sobre o caso segue intenso e cheio de ruídos, envolvendo decisões e recuos do TCU e do STF.
Apesar do desconforto, o investidor segue reagindo ao cenário dos negócios, que melhorou com a trégua de Trump contra o Irã e balanços positivos lá fora. Na agenda, destaque à produção industrial nos Estados Unidos e, aqui, IGP-10, IBC-Br e a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente Lula, em Brasília. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha/Destatis: Índice de inflação ao consumidor final de dezembro
▪️ 08h00 – FGV: IGP-10 de janeiro e IPC-S da 2ª quadrissemana de janeiro
▪️ 09h00 – BC: IBC-Br de novembro
▪️ 11h15 – EUA/Fed: produção industrial de dezembro
▪️ 12h00 – EUA/NAHB: Índice de Confiança das Construtoras de janeiro
▪️ 15h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas em operação
Eventos
▪️ Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e presidente do Conselho Europeu, António Costa, encontram Lula, em Brasília
▪️ 00h00 – China: Presidente Xi Jinping e primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, se encontram em Pequim
▪️ 09h30 – Reunião trimestral do BC com economistas em São Paulo (grupo 01)
▪️ 10h00 – Galípolo participa de cerimônia alusiva aos 90 anos de criação do salário-mínimo e de lançamento da Medalha Comemorativa, no Rio
▪️ 11h00 – Reunião trimestral do BC com economistas em São Paulo (grupo 02)
▪️ 13h00 – EUA/Fed; Michelle Bowman discursa sobre política monetária
▪️ 17h30 – EUA/Fed: Philip Jefferson discursa sobre perspectivas econômicas e implementação da política monetária
Fechamento: Ibovespa perde fôlego na reta final, mas renova recordes
Após alcançar os 166 mil pontos em nova máxima histórica intradia (166.069,84 pontos, com alta de 0,56%), no meio da tarde, o Ibovespa perdeu fôlego perto da linha de chegada e terminou o pregão praticamente estável. O índice registrou leve ganho de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, ainda assim estabelecendo outro recorde de fechamento. O giro financeiro foi de R$ 27,8 bilhões.
Diante de uma reviravolta no mercado de petróleo, que desabou mais de 4% com o alívio das tensões entre EUA e Irã, Petrobras teve reação mais amena: ON -1,02%, a R$ 33,89; e PN -0,63%, a R$ 31,79.
Vale também se segurou diante da perda de 1% do minério de ferro e terminou quase no zero a zero com -0,09% (R$ 78,85).
O dólar à vista recuou (-0,61%, a R$ 5,3681), devolvendo a maior parte dos ganhos acumulados nesta semana.
Já em NY, as bolsas mostraram recuperação, impulsionadas pelos setores de tecnologia e de bancos. O alívio das tensões geopolíticas e a diminuição das preocupações com o Fed, com Donald Trump dizendo que não pretende demitir Jerome Powell, além da reação positiva a dados semanais de seguro-desemprego, contribuíram para o movimento.
Dow Jones subiu 0,60% (49.442,44). S&P500 ganhou 0,26% (6.944,47). Nasdaq teve alta de 0,25% (23.530,02). Os retornos dos Treasuries também avançaram.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,26% | 165.568,32 pts
▫️ DOW JONES: +0,60% | 49.442,44 pts
▫️ S&P500: +0,26% | 6.944,47 pts
▫️ NASDAQ: +0,25% | 23.530,02 pts
▫️ DÓLAR: -0,61% | R$ 5,3681
▫️ EURO: -0,83% | R$ 6,2328
▫️ BITCOIN: -2,26% | US$ 95.157,00
Juros futuros sobem após vendas no varejo acima do esperado
Os juros futuros acumularam prêmios nesta quinta-feira, com investidores reagindo ao dado de vendas de varejo, que veio bem acima do esperado pelos economistas.
O crescimento nas vendas coloca em dúvida um possível início do ciclo de cortes da Selic pelo Copom a partir de março.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,755% (de 13,735% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,090% (13,043%); Jan/31 a 13,390% (13,338%); e Jan/33 a 13,570% (13,512%).