Giro das 12h: Ibovespa cai após IBC-Br e apesar de Petrobras

O Ibovespa cai 0,40%, a 164.902,81 pontos, mesmo com alta de Petrobras (ON +0,86%; PN +0,88%), que segue o petróleo e limita perdas maiores do índice, já que tem grande participação na carteira.

Ações ligadas à economia pesam em meio à alta dos juros futuros, que reagem ao maior avanço do IBC-Br desde março do ano passado.

O índice registrou alta de 0,7% em novembro, na margem, recuperando-se da queda revisada de 0,1% em outubro e superando as previsões (+0,3%).

Esse resultado pode deixar as Selic em patamar alto por mais tempo.

A ponta mais longa da curva aponta ganhos de 10 pontos, em um cenário de dólar avançando.

A moeda sobe a R$ 5,3836 (+0,29%), em linha com o desempenho ante moedas emergentes, enquanto o DXY é estável, -0,07%, com viés negativo e acima dos 99 pontos (99,253).

Em NY, as ações estão mistas e o destaque é Nasdaq (+0,36%), refletindo otimismo sobre as techs e a IA, na esteira dos resultados e projeções da TSMC.

Dow Jones perde -0,16% e o S&P 500 sobe 0,09.

Abertura: Dólar sobe e puxa juros com exterior no foco

O dólar sobe a R$ 5,3735 (+0,10%), em linha com o desempenho contra emergentes, e puxa os juros futuros, que estão alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

Frente moedas pares do dólar, a divisa cede, com o euro (+0,06%) reagindo à inflação estável na Alemanha e iene subindo a 158,092/US$ após falas de autoridades sobre dar apoio à moeda. 

O DXY recua levemente, -0,08%, mas em nível alto (99,240) e a caminho de registrar mais um ganho semanal (projeção +0,2%) após dados econômicos mais fortes do que o esperado nos EUA.

Por lá, as vendas no varejo e os pedidos de auxílio-desemprego destacaram a força da economia e do mercado de trabalho, enquanto o Livro Bege apresentou perspectiva de expansão moderada. 

Os dados reforçaram a visão do mercado de que o Fed manterá as taxas de juros estáveis ​​por mais tempo.

Isso faz com que os investidores adiem as expectativas para o primeiro corte de juros para meados do ano.

Comentários de vários funcionários do Fed reforçaram o tom cauteloso.  O calendário de dados está relativamente tranquilo hoje.

IBC-Br – Nov/25 – Análise PicPay

Por Departamento Econômico PicPay

O IBC-Br de novembro avançou 0,7% em sua comparação mensal, revertendo a queda de 0,2% observada em outubro. Frente mesmo período do ano anterior, a alta foi de 1,3% na base de comparação dessazonalizada. Entre os componentes do indicador, destaque para a alta de 0,8% do setor industrial e de 0,6% do setor de serviços.

No primeiro caso, o resultado do setor industrial pode ser atribuído à correção das quedas observadas nos dois meses anteriores. Foram sete quedas nas onze divulgações do IBC-Br em 2025, com o setor ainda enfrentando dificuldades advindas do cenário de uma demanda enfraquecida e menor propensão à gastos com bens industriais de maior valor agregado.

O setor de serviços, por sua vez, beneficiou-se especialmente do bom desempenho do comércio, conforme visto na PMC divulgada ontem (15/01), para auferir a taxa de crescimento supracitada, haja vista que seus componentes mais intensivos em trabalho, casos dos serviços prestados às famílias ou serviços de apoio às atividades empresariais, apresentaram resultados que circularam entre estagnação e retração em novembro.

O forte desempenho apresentado pelo IBC-Br se mostra suficiente para evitar uma possível estagnação do PIB no último trimestre do ano, possibilidade aventada quando da divulgação do seu antecessor. Seguimos projetando crescimento de 2,1% do PIB ao final de 2025.

Outro debate importante que que pode ser traçado a partir deste dado diz respeito à política monetária. Quando somado aos dados sólidos do mercado de trabalho, a sinalização positiva advinda do nível de atividade sugere a possibilidade de manutenção do hiato do produto no campo positivo por tempo adicional, criando um ambiente propício para o início do ciclo de queda dos juros apenas em março, além de reduzir a importância relativa do debate sobre o início deste processo e sinalizar maior importância sobre a discussão de sua magnitude.