Direcional cai quase 6% um dia após prévia operacional

Os papéis da Direcional estão na lista das maiores baixas do Ibovespa nesta sexta-feira.

Ontem, a construtora divulgou sua prévia operacional no 4TRI, com dados considerados ligeiramente negativos por casa de análise.

Para o Bradesco BBI, o desempenho foi impactado pela forte concentração de lançamentos no final de dezembro, especialmente no segmento MCMV.

Já o BTG avalia que os números ficaram abaixo das estimativas, com destaque negativo para as vendas líquidas.

O Bradesco BBI, por sua vez, cortou o preço-alvo para as ações de R$ 23 para R$ 22.

A mudança é explicada principalmente pelo pagamento de dividendos extraordinários acima do esperado em 2025 e a conclusão da venda de participação na Riva.

Há pouco, ação recuava 5,26%, negociada a R$ 12,79.

CSN fica entre as maiores baixas após divulgar plano de desinvestimento

As ações da CSN caem 4,52%, negociadas a R$ 9,50, e estão na lista das maiores baixas do Ibovespa.

Ontem, a companhia divulgou plano de desinvestimentos que pode levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.

O foco será na redução da alavancagem e no fortalecimento da estrutura de capital a partir deste ano.

A estratégia envolve a venda de participações nos negócios de infraestrutura e cimentos.

Na avaliação da XP, a sinalização é positiva, mas a execução será determinante para o sucesso da estratégia.

O setor de mineração e siderurgia cai em bloco nesta sexta-feira, influenciado pela baixa de 0,49% do minério de ferro em Dalian.

Giro das 12h: Ibovespa cai após IBC-Br e apesar de Petrobras

O Ibovespa cai 0,40%, a 164.902,81 pontos, mesmo com alta de Petrobras (ON +0,86%; PN +0,88%), que segue o petróleo e limita perdas maiores do índice, já que tem grande participação na carteira.

Ações ligadas à economia pesam em meio à alta dos juros futuros, que reagem ao maior avanço do IBC-Br desde março do ano passado.

O índice registrou alta de 0,7% em novembro, na margem, recuperando-se da queda revisada de 0,1% em outubro e superando as previsões (+0,3%).

Esse resultado pode deixar as Selic em patamar alto por mais tempo.

A ponta mais longa da curva aponta ganhos de 10 pontos, em um cenário de dólar avançando.

A moeda sobe a R$ 5,3836 (+0,29%), em linha com o desempenho ante moedas emergentes, enquanto o DXY é estável, -0,07%, com viés negativo e acima dos 99 pontos (99,253).

Em NY, as ações estão mistas e o destaque é Nasdaq (+0,36%), refletindo otimismo sobre as techs e a IA, na esteira dos resultados e projeções da TSMC.

Dow Jones perde -0,16% e o S&P 500 sobe 0,09.