Bolsas europeias despencam com ameaça de tarifas de Trump

As bolsas europeias derretem (Londres -0,52%; Frankfurt -1,30% e Paris -1,44%) após Trump dizer que imporá tarifas a oito nações que se opõem ao seu plano de anexação da Groenlândia, o que coloca em foco o Fórum Econômico Mundial , que começa em Davos hoje. Países como França, Alemanha e Reino Unido, além de vários países nórdicos e do norte da Europa, devem enfrentar uma tarifa de 10% a partir de 1º/2, subindo para 25% em junho caso não se chegue a um acordo.

A UE já suspendeu a ratificação do acordo comercial com os EUA e notícias sugerem que pode retomar um pacote de tarifas de 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. O principal indicador do dia é a inflação ao consumidor de dezembro para a zona do euro, especialmente porque os EUA estão em feriado. O CPI subiu +0,2%, após -0,3%, dentro do consenso. No ano, alta foi de +1,9%, de 2,1%, ligeiramente abaixo do consenso de 2%.

Ásia fica mais uma vez mista após resultados na China; geopolítica também fica no radar

As bolsas de valores da Ásia encerraram o pregão de hoje de forma mista após a produção industrial da China crescer acima do esperado em dezembro, mas as vendas no varejo ficarem abaixo do consenso. Também o PIB chinês subiu 5% em relação ao ano anterior. Xangai reagiu de forma positiva subindo +0,30% e Shenzhen, +0,50%. O tema geopolítico segue no radar dos investidores após Trump taxar nove países europeus em razão da Groenlândia. A UE reagiu e ameaça retaliar a taxação.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou com +1,32% após alta de empresas de semicondutores. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou negativo em -1,05% e, em Taiwan, o índice Taiex avançou +0,73%. (BDM Online)

Diário Econômico PicPay, por Ariane Benedito

No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os mercados globais apresentaram comportamento misto, com bolsas europeias e emergentes em alta e índices americanos próximos da estabilidade, mesmo com balanços positivos. Tensões entre o governo dos EUA e o Fed fortaleceram o dólar e elevaram os juros longos. No Brasil, o Ibovespa subiu na semana, apoiado por commodities, enquanto o real mostrou resiliência e os juros futuros avançaram. A semana começa com foco nos dados internacionais de inflação e atividade.