Bolsas europeias acentuam perdas com ameaça de tarifas
As bolsas europeias aprofundam as perdas de ontem em meio à preocupação com maiores dificuldades econômicas decorrentes das novas tarifas comerciais. Trump pressiona para comprar a Groelândia e ameaça aliados europeus com tarifas, afirmando que “a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás”. Os líderes europeus rejeitaram os apelos e devem preparar medidas retaliatórias.
Hoje, o Citigroup rebaixou a recomendação para as ações europeias devido à incerteza. Entre os dados, a taxa de desemprego no Reino Unido permaneceu elevada em novembro, enquanto o crescimento salarial recuou, sugerindo que novos cortes nos juros pelo BoE são prováveis ao longo do ano. Londres -1,37%; Frankfurt -1,53% e Paris -1,27%.
No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que declarações de Donald Trump sobre tarifas à Europa aumentaram o risco geopolítico, pressionando bolsas europeias e derrubando o petróleo. O feriado nos EUA reduziu a liquidez, e o real se valorizou a R$ 5,36 com apoio do diferencial de juros. Hoje, destaque para o leilão de LFT e NTN-B do Tesouro Nacional.
Ásia cai e Seul interrompe sequência de altas; política pressiona Tóquio
As bolsas de valores da Ásia terminaram o pregão desta terça-feira em queda, com exceção apenas para o índice Taiex que fechou em alta de +0,4% na bolsa de Taiwan. Nas demais praças, o fechamento foi negativo com destaque para a Bolsa de Tóquio, onde o índice Nikkei caiu -1,03% em razão da ansiedade dos investidores diante da convocação de novas eleições no país e o impacto que isso poderá ter na questão fiscal.
Em Seul, o índice Kospi interrompeu uma sequência de 12 altas consecutivas e recuou -0,39%. Na China continental, o índice Xangai ficou próximo da estabilidade, com -0,01%, e Shenzhen, recuou -0,97%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu -0,16%. (BDM Online)