Dólar recua no exterior com tensão geopolítica, mas encontra piso diante do real

O dólar à vista fechou com alta moderada nesta terça-feira, na contramão da forte queda da moeda americana diante dos pares no exterior. Depois de cair pela manhã, a divisa parece ter encontrado um piso na faixa de R$ 5,35, em meio à cautela dos investidores com o quadro fiscal e com o cenário eleitoral deste ano.

Lá fora, a tensão geopolítica deu o tom dos negócios, com Donald Trump insistindo em querer anexar a Groenlândia e tarifar países europeus, enquanto a Europa pode retaliar os EUA com sanções econômicas.

O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, a R$ 5,3805, após oscilar entre R$ 5,3596 e R$ 5,4086. Às 17h01, o dólar futuro para fevereiro subia 0,12%, a R$ 5,3950.

Lá fora, o índice DXY caía 0,78%, para 98,615 pontos. O euro subia 0,57%, a US$ 1,1712. A libra operava estável, a US$ 1,13426. O franco suíço avançava 0,89%, a US$ 1,2652. E o iene caía 0,10%, a 158,26 ienes/US$.

Petróleo fecha em alta com parada de produção no Cazaquistão, de olho na China

Os contratos futuros de petróleo subiram nesta terça-feira, em meio à notícia de uma suspensão temporária na produção em campos do Cazaquistão, além de dados mais fortes da economia chinesa – sinalizando um incremento da demanda pela commodity.

O dólar mais fraco (DXY -0,79% há pouco) também favorece o movimento.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 1,53%, a US$ 64,92 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 1,51%, a US$ 60,34 por barril na Nymex.

Ouro sobe forte em meio a tensões geopolíticas e fecha acima de US$ 4,7 mil pela 1ª vez na história

O ouro atingiu um novo recorde histórico nesta terça-feira, ultrapassando a marca de US$ 4.700 por onça-troy, em meio à escalada das tensões geopolíticas, que aumentam a demanda por ativos seguros.

Após ameaçar oito países da UE com tarifas entre 10% e 25% entre fevereiro e junho, se não conseguir concretizar seu plano de dominar a Groenlândia, Trump voltou à carga e segue afirmando que a ilha é “imperativa” para a segurança nacional dos EUA. Segundo ele, “não há como voltar atrás” nos seus planos de dominar o território.

Em resposta, o Parlamento Europeu decidiu congelar a ratificação do acordo comercial que havia fechado com os EUA e pode suspender formalmente o pacto ainda hoje.

O metal precioso, visto como uma reserva de valor em tempos de instabilidade, subiu 64% em 2025 e acumula ganho de mais 10% desde o início deste ano.

A alta também foi impulsionada pelas expectativas de cortes de juros dos EUA.

O contrato do ouro para fevereiro fechou hoje em alta de 3,71% na Comex, cotado a US$ 4.765,80 por onça-troy (novo recorde), após atingir novo pico histórico intradia, a US$ 4.771,20.