Ouro sobe e acumula ganho de 2% na semana com queda do dólar e reabertura de Ormuz

O ouro reagiu e fechou em alta nesta 6ªF, beneficiado pela queda do dólar e pela reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo entre Irã e os EUA – que até o momento expira na próxima terça (21/04).

Hoje, a Reuters noticiou com fontes que um acordo preliminar de paz poderá ser alcançado nos próximos dias, com a possibilidade de adiamento da trégua.

A decisão sobre Ormuz animou os mercados e faz os preços do petróleo desabarem na sessão de hoje, mas ainda requer atenção. O trânsito no local segue sob coordenação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e os iranianos disseram que manter a passagem aberta está condicionada ao cumprimento dos termos do cessar-fogo.

Nesse ponto, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o bloqueio naval de Ormuz pelos EUA – que Trump afirmou que será mantido até o fechamento efetivo de um acordo – é considerado uma violação da trégua e “tomará medidas” se persistir.

O presidente americano voltou a dar declarações otimistas, dizendo ao site Axios que negociadores dos EUA e do Irã provavelmente se reunirão neste fim de semana e que espera que cheguem a um acordo final para encerrar a guerra. “Acho que chegaremos a um acordo em um ou dois dias”, disse.

No fechamento, o contrato do metal precioso para junho subiu 1,48%, cotado a US$ 4.879,60 por onça-troy na Comex. No acumulado da semana, o desempenho é positivo em 1,9%.

Giro das 15h: NY avança e petróleo despenca com sucesso de negociações no Oriente Médio

As bolsas registram alta firme em NY nesta 6ª feira (Dow Jones +1,97%; S&P500 +1,24%; Nasdaq +1,51%), com investidores reagindo ao noticiário positivo vindo do Oriente Médio

A reabertura do Estreito de Ormuz provoca forte queda do petróleo (Brent/jun -8,88%, a US$ 90,50; WTI/maio -11,04%, a US$ 84,24).

Por aqui, o Ibovespa segue na contramão do exterior (-0,20%, aos 196.426 pontos), pressionado por Petrobras ON (-5,44%) e PN (-5,17%).

O índice recua apesar do avanço de Vale ON (+1,67%) e Bradesco PN (+2,45%).

O dólar à vista mostra baixa modesta (-0,09%, a R$ 4,9877).

Já os juros futuros queimam prêmios (Jan/27 a 13,875%; Jan/33 a 13,415%), reagindo à menor pressão inflacionária decorrente da queda do petróleo.

Direcional fica entra as maiores altas com mudanças no MCMV

As ações da Direcional estão entre as maiores altas do Ibovespa nesta tarde, com ganho de 3,78% (R$ 14,81).

Os papéis são beneficiados pelo fato de que as mudanças nas regras do Minha Casa Minha Vida (MCMV) começam a valer na próxima quarta-feira (22 de abril).

As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

O recuo dos juros futuros também beneficia o setor e os papéis das outras construtoras do índice.

Cyrela ON sobe 2,64% (R$ 27,97) e Cyrela PN tem alta de 2,06% (R$ 25,32). MRV avança 1,18% (R$ 7,70) e Cury registra ganho de 2,43% (R$ 35,04).