Petróleo sobe após Trump descartar força para anexar a Groenlândia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, após Trump dizer que não pretende usar a força para controlar a Groenlândia. Há pouco, anunciou ainda que, após reunião com Mark Rutte, da Otan, havia definito “a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”.

Com isso, ele suspendeu a cobrança de tarifas a partir de fevereiro para oito países da UE contrários ao seu plano para a ilha. “Mais informações serão disponibilizadas conforme o andamento das discussões”, afirmou, em sua rede social.

Em outra frente, o dia teve divulgação da AIE, que elevou a previsão de crescimento médio da demanda de petróleo para 2026, de 860 mil bdp para 930 mil bpd.

Apesar disso, prevê que a oferta mundial total será 3,69 milhões de bpd superior à demanda em 2026, frente a 3,84 milhões de bpd estimados no relatório anterior.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 0,49%, a US$ 65,24 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 0,43%, a US$ 60,62 por barril na Nymex.

Ouro renova recordes e ultrapassa patamar de US$ 4,8 mil com Groenlândia no foco

O ouro renovou marcas históricas nesta quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo, superando pela primeira vez o patamar de R$ 4.800 por onça-troy. O movimento tem como fator principal a busca por ativos seguros, com o aumento dos riscos globais em meio às tensões geopolíticas, sobretudo a insistência de Trump de controlar a Groenlândia.

O presidente americano disse hoje, pela primeira vez, que não quer usar a força para atingir esse objetivo, mas pontuou que “irá lembrar” se lhe for negativo esse desejo. Ele não detalhou o que poderia acontecer, mas sustenta a ameaça tarifária a países da UE.

“Há um certo receio de perder essa oportunidade e, dada a situação geopolítica mundial, acho que é a tempestade perfeita para preços mais altos do ouro no momento”, diz Bob Haberkorn, estrategista sênior de mercado da RJO Futures, à CNBC.

O contrato do ouro para fevereiro fechou hoje em alta de 1,50% na Comex, cotado a US$ 4.837,50 por onça-troy (novo recorde), após atingir nova máxima histórica intradia, a US$ 4.891,10.

Giro das 15h: Ibovespa bate nos 170 mil pontos com melhora externa e nova pesquisa eleitoral

O fluxo de capital estrangeiro continua sustentando a alta do Ibovespa (+2,28%, aos 170.072 pontos) nesta 4ª feira.

O índice testa novo recorde na casa dos 170 mil pontos e registra forte giro financeiro (projetando R$ 37 bilhões no fechamento).

Além da melhora do cenário externo, com Donald Trump descartando uma ação militar para conquistar a Groenlândia, investidores reagem à pesquisa Bloomberg/AtlasIntel.

Segundo o levantamento, houve redução na vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na disputa à Presidência da República.

O fluxo também ajuda a derrubar o dólar à vista (-0,95%, a R$ 5,3293).

Os juros futuros devolvem prêmios (Jan/27 a 13,760%; Jan/33 a 13,640%), em linha com o câmbio e o recuo dos Treasuries (T-note de 10 anos a 4,277%, de 4,300% ontem).

Em NY, as bolsas se recuperam (Dow Jones +0,45%, S&P500 +0,33%; Nasdaq +0,10%), mas oscilam bastante, ao sabor das declarações de Trump em Davos.

Os investidores também estão de olho na Suprema Corte, que analisa o caso de Lisa Cook, cuja decisão pode ter implicações diretas na independência do Fed.