Juros futuros recuam em meio ao retorno do apetite global por risco 

Os juros futuros devolveram prêmios em toda a curva nesta quarta-feira, especialmente na ponta longa, acompanhando o recuo do câmbio e do rendimento dos Treasuries, em uma sessão marcada por forte apetite por risco dos investidores estrangeiros por ativos de mercados emergentes.

O recuo de Trump em tarifar países europeus e também o fato de o presidente americano ter descartado uma ação militar para conquistar a Groenlândia trouxe alívio aos mercados globais.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,725%, na mínima do dia (de 13,793% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,120% (13,238%); Jan/31 a 13,455% (13,570%); e Jan/33 a 13,650% (13,755%).

Dólar derrete com entrada de fluxo gringo após pesquisa eleitoral e recuo de Trump sobre Groenlândia 

O dólar à vista caiu forte diante do real nesta quarta-feira, apoiado pelo intenso fluxo de entrada de capital estrangeiro, acompanhando movimento visto com moedas de outros mercados emergentes, como os pesos mexicano (-0,69%, a 17,48 pesos) e chileno (-1,20%, a 874,60 pesos).

A queda da moeda no cenário doméstico teve como pano de fundo uma nova pesquisa eleitoral, apontando redução da vantagem de Lula em relação a Flávio Bolsonaro na disputa à Presidência da República.

Além disso, a melhora do clima no exterior, após as declarações de Donald Trump em Davos, descartando um ataque militar contra a Groenlândia e recuando da decisão de impor tarifas extras a oito países europeus, motivaram uma busca dos investidores por ativos de risco.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,11%, a R$ 5,3208, após oscilar entre R$ 5,3153 e R$ 5,3727. Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro caía 1,13%, a R$ 5,3315.

Lá fora, o índice DXY subia 0,16%, para 98,801 pontos. O euro caía 0,32%, a US$ 1,1687. E a libra perdia 0,19%, a US$ 1,3420.

Petróleo sobe após Trump descartar força para anexar a Groenlândia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, após Trump dizer que não pretende usar a força para controlar a Groenlândia. Há pouco, anunciou ainda que, após reunião com Mark Rutte, da Otan, havia definito “a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”.

Com isso, ele suspendeu a cobrança de tarifas a partir de fevereiro para oito países da UE contrários ao seu plano para a ilha. “Mais informações serão disponibilizadas conforme o andamento das discussões”, afirmou, em sua rede social.

Em outra frente, o dia teve divulgação da AIE, que elevou a previsão de crescimento médio da demanda de petróleo para 2026, de 860 mil bdp para 930 mil bpd.

Apesar disso, prevê que a oferta mundial total será 3,69 milhões de bpd superior à demanda em 2026, frente a 3,84 milhões de bpd estimados no relatório anterior.

O contrato do Brent para março fechou em alta de 0,49%, a US$ 65,24 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 0,43%, a US$ 60,62 por barril na Nymex.