Dólar fecha abaixo dos R$ 5,30 com entrada de capital estrangeiro e fraqueza global da moeda
O dólar à vista seguiu ladeira abaixo nesta quinta-feira e rompeu o piso dos R$ 5,30 com a forte entrada de capital estrangeiro, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana globalmente.
O câmbio refletiu principalmente o movimento de rotação de carteiras já visto nos últimos dias, com investidores trocando ativos americanos por investimentos em mercados emergentes.
Na agenda de indicadores, o PCE de novembro (+0,2%) ficou em linha com o esperado, enquanto o PIB do 3TRI25 (+4,4%) mostrou uma economia americana bastante aquecida.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,68%, a R$ 5,2845, após oscilar entre R$ 5,2820 e R$ 5,3258. Às 17h02, o dólar futuro para fevereiro caía 0,72%, a R$ 5,2955.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,41%, para 98,361 pontos. O euro subia 0,49%, a US$ 1,1742. E a libra avançava 0,45%, a US$ 1,3489.
Ouro oscila mas fecha em alta e supera nível de US$ 4,9 mil, novo recorde
O ouro chegou a cair pela manhã, com a redução das tensões geopolíticas, mas inverteu a mão e fechou em alta, estabelecendo novos recordes.
Trump diz ter se reunido com a Otan e chegado a uma “estrutura para um futuro acordo” a respeito da Groenlândia, o que fez o presidente abandonar a ideia de impor tarifas a aliados europeus. Os detalhes desse possível entendimento ainda não são conhecidos, mas as notícias dão conta que envolvem o sistema antimíssil chamado Domo Dourado e recursos minerais da ilha no Ártico.
Apesar disso, os investidores viram uma oportunidade de se posicionar em ativos seguros.
O contrato do metal precioso para fevereiro subiu 1,57% na Comex, cotado a US$ 4.913,40 por onça-troy – nova marca histórica, assim como a máxima intradia de US$ 4.918,50. No ano, o metal já acumula valorização próxima de 13%.
Giro das 15h: Fluxo gringo mantém Ibovespa em alta e leva dólar abaixo dos R$ 5,30
O Ibovespa se afastou da máxima histórica (177.741,56 pontos) registrada mais cedo, mas segue em forte alta (+2,69%, aos 176.437 pontos).
O índice ainda é sustentado pela entrada expressiva de capital estrangeiro, o que deve levar a bolsa brasileira a mais um pregão de giro expressivo (projetando R$ 43 bilhões no fechamento).
O fluxo positivo empurra o dólar à vista abaixo dos R$ 5,30 (-0,56%, a R$ 5,2909) e também mantém os juros futuros com viés de baixa (DI Jan/27 a 13,690%; Jan/33 a 13,625%).
Em NY, o clima também é positivo (Dow Jones +1,02%; S&P500 +0,81%; Nasdaq +1,11%), sem novas surpresas por parte de Donald Trump.
Os dados da economia norte-americana mostram a inflação sob controle (PCE +0,2% em novembro) e atividade em expansão (PIB +4,4% no 3TRI25).
Já o dólar volta a perder valor frente aos pares (DXY -0,43%, aos 98,335 pontos).